O recorte mais atualizado do
Instituto Jones dos Santos Neves no Observatório da Segurança Cidadã, que vai de janeiro a abril deste ano, revela que os
pretos foram os que mais morreram em confrontos com a polícia em 2020.
Dos 15 mortos, seis tinham a pele preta (40%). Outros quatro não tiveram informações reveladas (27%) e mais três eram pardos (20%). Dois brancos mortos representaram 13% das ocorrências.
O número de mortos em
confronto com a polícia no primeiro quadrimestre é ligeiramente maior que o de 2019. O placar é de 15 contra 13 do ano anterior.
Quando analisados somente os homicídios nos últimos anos, os pardos e
pretos são as vítimas mais vulneráveis, conforme o Observatório da Segurança Cidadã. Em 2016, aconteceram 1.181 assassinatos - 53% deles atingiram os pardos (624) e outros 25% foram an população preta (293).
Já em 2017, ano da greve da PM, quando houve 1.407 mortes violentas, foram assassinados 885 pardos (61% das ocorrências) e 231 pretos (16%). O ano de 2018, por sua vez, com 1.107 vítimas, apresentou teve 59% dos óbitos com pardos (651) e 24% com pretos (263).
No ano passado, a quantidade de autodeclarados pretos que morreram teve sua maior parcela. Eles representaram 279 dos 978 homicídios dolosos, aproximadamente 29% do total. Os pardos, por sua vez, foram vítimas em 476 ocorrências (49% do total).
Este ano, no primeiro quadrimestre, a conta de vidas perdidas diz que 31% das vítimas eram pretas (136) e 47% possuíam a cor parda (207). O primeiro quadrimestre registrou 438 homicídios dolosos.
Considerando o período de janeiro de 2016 até abril de 2020, registra-se a contabilidade perversa de 4.015 pardos e pretos assassinados num período de 1.582 dias. Numa média, isso significa que 2,5 pretos e pardos morreram por crime violento a cada 24 horas no
Espírito Santo.