“As mulheres são minorias nas forças de segurança e fazem um trabalho fora de série em todas as áreas onde estão, especialmente no combate à violência doméstica. Para termos uma dimensão da presença feminina na segurança, dou um exemplo da Polícia Militar capixaba. De cada 10 policiais, nove são homens e um, mulher, segundo dados do
Ministério da Justiça e da Segurança Pública”, explicou o deputado, que é delegado aposentado da Polícia Civil.
O parlamentar destacou as ações da
Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil. “São 131 policiais neste serviço, sendo que 78 são mulheres, ou seja, quase 60% da força é formada por profissionais do sexo feminino. E neste ano, de janeiro a março, já prenderam em flagrante 375 agressores de mulheres, expediram 2.204 medidas protetivas de urgência e registraram 4.247 boletins de ocorrência, o que só ressalta a importância para a comunidade capixaba”.
A escolha da data de 18 de novembro é justificada por ser uma semana antes do Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro. “Certamente, as profissionais da segurança pública fazem toda a diferença para trabalhar nesta mudança de paradigmas. E necessitam de valorização dentro da semana de combate a esse nefasto tipo de violência”.
De janeiro a abril, o Espírito Santo acumulou oito
feminicídios, o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino. Decorre, muitas vezes, de circunstâncias e contextos de violência doméstica e familiar.