Que tal um pão quentinho produzido por energia limpa? Uma rede de padarias no Espírito Santo resolveu apostar na sustentabilidade e está construindo uma usina fotovoltaica, no
Norte do Estado, para atender sete das suas 10 lojas localizadas na
Grande Vitória.
O parque de geração de energia solar da Padaria Monza será instalado em
Linhares, em uma área equivalente a quase dois campos e meio de futebol. Pouco mais da metade dessa área será destinada à instalação das placas solares importadas que vão gerar 1,5 megawatt (MW) de
energia, o suficiente para atender 70% das suas unidades.
O projeto da usina já foi aprovado e vai sair do papel após três anos de pesquisa e planejamento. O investimento previsto é de R$ 5 milhões, valor que foi totalmente financiado e será pago ao longo de 10 anos.
Segundo o proprietário da rede, Domingos Savio Erthal Nicolau, a partir do momento que a usina começar a operar, o que está previsto para acontecer no primeiro semestre de 2022, ela já vai dar retorno financeiro. Dessa forma, o empresário afirma que conseguirá pagar o financiamento, fazer o uso de energia limpa e reduzir em até 75% a conta de luz.
“Esse é o melhor investimento do mundo”, comemora Domingos Nicolau ao comentar que a instalação das placas será feita por uma empresa especializada.
A iniciativa da padaria é um dos exemplos entre tantos outros que vêm sendo implantados no meio industrial e que têm o objetivo de tornar os processos produtivos mais sustentáveis.
A presidente da
Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cris Samorini, frisa que, já há algum tempo, as empresas capixabas têm tido uma preocupação com a eficiência hidroenergética, mas que agora, diante da crise que o Estado e país enfrentam - a pior em 91 anos – o tema ganha ainda mais relevância nas estratégias competitivas das indústrias.
“A indústria já vem tendo esse tipo de compromisso nos últimos anos e nós da Federação vamos sempre estimular as empresas a investirem cada vez mais em iniciativas nessa direção”, diz a presidente.
Segundo a dirigente, a indústria capixaba tem uma participação de apenas 2,28% no consumo de água no Estado. A média nacional é de 9,7%, conforme dados de 2020 da Agência Nacional de Águas (ANA).