Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Romaria dos mil, mês diferente: como foi a Festa da Penha no século 19?

Jornal do governo do Espírito Santo na época destacou as comemorações à padroeira

Publicado em 08 de Abril de 2024 às 03:11

Públicado em 

08 abr 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Fiéis no campinho do Convento da Penha
Fiéis no campinho do Convento da Penha Crédito: Arquivo AG
Uma Festa da Penha marcada por viagens extras de balsas (algo que remete às jornadas extras do aquaviário) e com público de pouco mais de mil pessoas na romaria. Pode até parecer pouco, mas assim foi a festividade em homenagem a Nossa Senhora da Penha, no longínquo ano de 1890.
De acordo com o periódico “O Estado do Espírito Santo", vinculado à gestão do governo estadual, balsas com viagens extras foram disponibilizadas para que fiéis de Vitória pudessem ir para Vila Velha. E isto numa época em que não existiam as três principais pontes que unem os municípios. À ocasião, além da padroeira do Estado, também era devotada a festa de celebração do Bom Jesus.
Em 1890, o ápice da festividade aconteceu entre os dias 3 e 4 de maio. E talvez tenha sido uma das festas mais badaladas (na grafia original da época). “O programma da festividade, divulgado pela imprensa, teve completa execução, sendo de justiça notar que há muitos annos a tradicional festa da Penha não é celebrada com a pompa e brilho que imprimiu-lhe no presente o muito digno prelado da ordem Franciscana”, elogia nota da “Chronica Local” do periódico.
E o relato é interessante para quantificar a romaria (também na grafia original da época). “A concorrência de fiéis foi numerosíssima, calculando-se que só desta capital foram à vizinha villa, em romaria ao convento, cerca de 1.300 pessôas”.
Reprodução da capa do jornal
Reprodução da capa do jornal "O Estado do Espírito Santo" com registro da Festa da Penha de 1890 Crédito: Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional
Foi realmente uma pequena multidão para a época, haja vista que a população do Espírito Santo na última década do século 19 era da ordem de 135 mil habitantes.
Essa romaria de 1890, entretanto, não é a conhecida Romaria dos Homens dos tempos atuais, que foi criada em 1955 pelo arcebispo de Vitória, dom João Batista da Motta e Albuquerque.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fernando Tatagiba
Parte 2: para o aniversário de morte de Fernando Tatagiba
Presídio
Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES
Imagem de destaque
Livro conta a história dos bairros de Vila Velha desde o século XVI

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados