Pode chamar de ouro em grão, sem problema. Uma saca de café de 61 kg foi vendida por R$ 21 mil neste fim de semana num concurso em
Dores do Rio Preto, pequeno município encravado nas montanhas do
Caparaó. O valor, em quilo, chegou a R$ 344 - e olha que é café in natura e pilado, antes de ser torrado.
O café do produtor Greciano Lacerda, da variedade catuaí, foi a maior estrela do 4º Conexão Caparaó", concurso de qualidade de café que é realizado anualmente no Distrito de Pedra Menina. Mas na constelação dos
cafés de qualidade, outras estrelas também brilharam.
O segundo colocado na mostra foi vendido por R$ 10 mil, pouco acima do terceiro colocado, que vendeu a saca por R$ 9 mil. O mais “barato” entre os 10 mais bem colocados do concurso foi arrematado por R$ 4,3 mil. Os 10 juntos renderam incríveis R$ 80 mil no leilão.
Toda essa dinheirama tem pelo menos duas explicações: o café capixaba produzido na altitude do Caparaó é de altíssima qualidade e o preço do produto no mercado nacional e internacional disparou.
Segundo o prefeito de Dores do Rio Preto, Ninho (Cidadania), o café em seu município é produzido em terras de até 1.450 metros de altitude. “Por causa dessa altitude, o café aqui tem uma qualidade superior. Aqui vêm empresas até de outros países interessadas na compra do nosso produto”, comemora.
Neste ano, a
variante Ômicron chegou a atrapalhar um pouco o concurso, realizado entre os produtores do município de Dores do Rio Preto. Dos 10 provadores profissionais de café, dois não puderam comparecer por estarem contaminados pela
Covid. São esses especialistas que escolhem os dez melhores cafés que participam da final do Conexão Caparaó. O concurso, exatamente por causa da pandemia, não foi realizado em 2020 e 2021.