“O que vimos no vídeo, que ainda será apurado, foi um julgamento sumário com aplicação da pena de morte por PMs a um jovem de 17 anos, contrariando todas as legislações nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos”, considerou.
Nara, que também é advogada com larga trajetória no movimento dos Direitos Humanos, disse que a suposta execução do adolescente vai de encontro aos princípios que devem nortear a sociedade moderna.
“Num Estado Democrático de Direito o que se espera das instituições é a garantia e defesa da vida e de todos os outros direitos humanos dela decorrentes. Às forças policiais cabe a segurança da população e não o contrário.”
“Um fato como esse precisa ser exemplarmente apurado para que nada semelhante ocorra novamente. Uma polícia violenta causa ainda mais violência. Esse ato, e outros atos semelhantes de violência policial, deve ser repudiado por toda sociedade”, exortou.
Nara Borgo defendeu ainda mudanças na polícia, tanto do ponto de vista tecnológico como o de formação. “Nós, da Secretaria Estadual de Direitos Humanos, defendemos tanto o uso das câmeras nos uniformes da polícia quanto uma formação mais qualificada e contínua em Direitos Humanos”.