Para o
presidente do Sindfer, Wagner Xavier, a Vale está “pagando pra ver a reação da sociedade”. O dirigente diz que repudia a postura da empresa que, neste ano, segundo o sindicato, já dispensou centenas de empregados no Espírito Santo e em Minas Gerais, base territorial do Sindifer.
"Por tudo o que aconteceu recentemente envolvendo o nome e a imagem da Vale, essa empresa tem o compromisso moral e social com a sociedade capixaba e mineira na manutenção de empregos e postos de trabalho. Há um limite ético para o lucro e a Vale tem que entender que nem tudo é resultado financeiro", afirmou Wagner Xavier.
O dirigente destaca que a mineradora registrou lucro de R$ 5,3 bilhões no segundo trimestre deste ano, com efeitos positivos da retomada da demanda chinesa por minério de ferro. E mesmo com a pandemia do novo coronavírus, a empresa fechou o primeiro semestre com lucro acumulado de R$ 6,2 bilhões.
“No momento mais difícil para a Vale, no ano passado, os trabalhadores vestiram a camisa e arregaçaram as mangas, com o compromisso de reerguer a empresa, sobretudo resgatar sua imagem, profundamente abalada, principalmente pelo
episódio de Brumadinho”, pondera. O dirigente reclama que, passado pouco mais de um ano, os acionistas recebem dividendos ao mesmo tempo em que trabalhadores são demitidos.
Em nota à coluna, a Vale informa que “o número médio de desligamentos, nos últimos 12 meses, está abaixo da média histórica e também da média da indústria brasileira de mineração e siderurgia”.