Uma das casas mais tradicionais de Vitória está à venda por R$ 7,5 milhões. Localizada na movimentada Avenida Saturnino de Brito, na
Praia do Canto, a mansão da família Santos Neves foi erguida em 1952, tem dois pavimentos (gabarito máximo permitido pelo PDU para a área) e 363 metros quadrados de área construída em um lote de 1.246 metros quadrados.
Uma autêntica relíquia encravada em uma das áreas mais valorizadas da Capital onde predominam edifícios. “Essa é uma das casas mais icônicas e tradicionais da Praia do Canto. É o melhor ponto comercial à venda de
Vitória”, destaca a consultora imobiliária Juliana Leão, representante exclusiva do imóvel.
Ela diz que a mansão dos Santos Neves é ideal para uso comercial como restaurante, clínica ou lojas de conveniência. Mas a especialista pondera que o imóvel também pode ser todo revitalizado e continuar sendo utilizado como residência, embora precise de intervenções.
“Por ser uma casa de 70 anos, ela precisa de uma reforma, incluindo a parte elétrica e hidráulica, mas não há dúvida de que tem uma boa estrutura”, explica.
O casarão também não tem suítes. No térreo, é equipado com quatro quartos, um banheiro e um lavabo. No pavimento superior, tem dois quartos e um banheiro. O imóvel tem garagem com duas vagas cobertas, mas no terreno, cercado por verde, há espaço para mais sete vagas para automóveis, segundo Juliana.
A consultora informa que o imóvel não tem nenhuma restrição legal, não é tombado nem localizado em
terreno de marinha. Portanto, segundo ela, não há impedimento para a construção tradicional ser demolida (mas a coluna torce para que ela seja preservada, em nome da História da nossa Capital).
Há cinco anos, em entrevista à reportagem de A Gazeta, uma das herdeiras do imóvel, Beatriz Santos Neves, contou como tudo começou. Segundo ela, a casa foi construída pelos seus pais entre 1952 e 1953, quando ela tinha 8 anos de idade, e que na época a avenida ainda não existia, nem mesmo a Ponte de Camburi.
“Isso aqui era uma pedreira. Não tinha a rua nem a ponte, tanto é que a gente atravessava o canal nadando para brincar em Camburi, que na época era um matagal. Havia umas cinco casas na região apenas. É um imóvel antigo que eu não considero luxuoso, mas, sim, confortável e feito para a família”, relembra.
Diante de tanta beleza e história, que o próximo proprietário desta casa a mantenha de pé. As futuras gerações merecem conhecer um símbolo de uma cidade que já foi bela, bucólica e humanizada.