Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Vice-governadora do ES repudia vídeo da cantora gospel Cassiane

Jaqueline Moraes, que é evangélica, critica mensagem passada pelo clip e afirma que as mulheres não devem deixar de denunciar a violência doméstica

Publicado em 20 de Julho de 2020 às 11:10

Públicado em 

20 jul 2020 às 11:10
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Clipe da cantora gospel Cassiane mostra mulher vítima de violência que perdoa o marido
Clipe da cantora gospel Cassiane mostra mulher vítima de violência que perdoa o marido Crédito: Reprodução
vice-governadora Jaqueline Moraes (PSB), que é evangélica, repudiou a mensagem passada pelo clipe da música “A Voz”, da cantora gospel Cassiane. O vídeo mostra a história de uma mulher que sofre violência doméstica e abandona o companheiro, mas escreve um bilhete afirmando que o perdoa. Todos aparecem felizes no final e nenhum policial é visto nas cenas. Até a tarde de deste domingo (19), o clipe havia recebido quase 60 mil avaliações negativas contra apenas 11 mil positivas.
“Antes de mais nada quero registrar o meu carinho e admiração pela cantora gospel Cassiane, que acompanho há quase 30 anos, na minha caminhada cristã-protestante. Quero registrar, também, a letra profunda sobre o poder transformador da voz de Deus”, diz Jaqueline, que no entanto critica a mensagem passada pelo clipe.
“Fazendo essa consideração, gostaria de registrar o meu repúdio pela construção das cenas do clipe da música ‘A Voz’, que traz uma mulher silenciada pela grande violência física, mental e patrimonial do marido. Concordo com a importância de orar, mas não de abrir mão de denunciar, independentemente da nossa posição cristã.”
A vice-governadora cita uma pesquisa realizada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, que a inspirou a criar políticas públicas para as mulheres vítimas de violência. Segundo Jaqueline, o estudo revelou que 40% das mulheres que se declararam vítimas de agressões físicas e verbais de seus maridos são evangélicas.
Jaqueline Moraes: respeito por quem pensa diferente
Jaqueline Moraes: tem que orar e denunciar também Crédito: Monica Zorzanelli
“Isto me moveu a criar, dentro do programa Agenda Mulher, em parceria com pastoras e líderes evangélicas, um projeto chamado ‘Viver em Paz’ onde tratamos no seio da igreja a violência doméstica, na maioria das vezes silenciada por frases do tipo ‘ora que melhora’, ‘isso é coisa do diabo’, ‘pague um preço irmã por ele’... Essas e tantas outras frases nos fazem acreditar que nas primeiras práticas da violência a mulher deve procurar as redes de proteção e denunciar”, alerta a vice.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fernando Tatagiba
Parte 2: para o aniversário de morte de Fernando Tatagiba
Presídio
Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES
Imagem de destaque
Livro conta a história dos bairros de Vila Velha desde o século XVI

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados