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Leonel Ximenes

Vitória identifica cinco tipos de garças que “escolheram” a cidade

Presença de manguezais e praias na Capital favorece a sobrevivência destas aves

Publicado em 26 de Fevereiro de 2024 às 03:11

Públicado em 

26 fev 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

lximenes@redegazeta.com.br

Garça em um manguezal de Vitória
Garça em um manguezal de Vitória Crédito: Jansen Lube
Cidade de praias e manguezais, Vitória tem recebido cada vez mais a visita de garças, aves que gostam de frequentar ambientes costeiros. Segundo a prefeitura, cinco espécies, de tamanhos e cores diferentes, ajudam a embelezar a capital capixaba.
As identificadas são a garça-branca-grande, a garça-branca-pequena, a garça-moura, a garça-azul e, a menos frequente, a garça-vaqueira. Em comum, o fato de a maioria concentrar seu período de reprodução na época de maior abundância de alimentos provenientes do mar.
Em Vitória, essas aves podem construir seus ninhos isolados, em pequenos ou em grandes grupos. Muitas se alimentam nas áreas de mangue, outras costumam construir seus ninhos próximo às áreas de forrageamento (local de busca de alimentos).
Aliás, nos mangues, bioma menos acessível a predadores arborícolas grandes, as garças gostam de fazer seus ninhos com grande frequência. Afinal, a segurança dos filhotes está mais garantida nestes locais.
Os melhores momentos para observar as aves são o amanhecer e o anoitecer, período em que estão mais ativas. Elas se alimentam no início da manhã, por volta das 6h, e no fim de tarde, entre 16h e 18h.
"Observar as espécies de garças e seus movimentos de voo é um grande programa na cidade e rende bons momentos de descontração e de registros fotográficos. E elas podem ser vistas em várias partes, principalmente próximo aos manguezais", explica o secretário municipal de Meio Ambiente, Tarcísio Föeger.
Muitas garças se alimentam nas áreas de mangue
Muitas garças se alimentam nas áreas de mangue Crédito: Jansen Lube/PMV
Além das garças, a PMV relaciona outras aves que têm presença constante na Capital, resultado do trabalho de recuperação da restinga. Entre elas estão beija-flores das espécies colibri (Colibri serrirostris), estrelinha ametista (Calliphlox amethystina), beija-flor-vermelho (Chrysolampis mosquitos) e o beija-flor-Tesoura (Eupetomena macroura).
Também estão sendo avistados pássaros que antes estavam ausentes, mas que são comuns da vegetação de restinga, como o melro-preto (Turdus merula) e o sabiá-da-praia (Mimus gilvus).

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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