Nos bastidores, no Republicanos todos são uníssonos ao apontar que o ex-prefeito foi rifado a pedido do PL do ex-senador Magno Malta e até o presidente da República,
Jair Bolsonaro, correligionário e aliado dele, entrou na jogada para garantir isso.
Meneguelli tinha potencial para tirar votos de Magno. PL e Republicanos são aliados nacionalmente.
Já Erick não é visto como ameaça por Magno. "Ele acha que vence Erick com os pés nas costas", admite um republicano.
O ex-senador já negou à coluna ter feito qualquer intervenção para retirar a pré-candidatura do ex-prefeito.
O presidente da Assembleia Legislativa, por sua vez, tem uma estratégia.
A senadora
Rose de Freitas (MDB), cuja cadeira está em disputa, vai em busca da reeleição. De acordo com pesquisa Ipec divulgada no início de maio, ela, Magno e Meneguelli eram os concorrentes mais fortes.
Erick, por sua vez, para fazer frente ao ex-senador e à senadora, vai se apresentar como jovem, "o novo na política".
Ele tem 35 anos, a idade mínima exigida para quem quer ser senador. Começou na política cedo, apadrinhado inicialmente pelo avô, o ex-deputado estadual Heraldo Musso.
O deputado disputa o mesmo nicho eleitoral de Magno: o público conservador e evangélico.
E vai atrás de uma aliança com o pastor Nelson Junior, do Avante, que também é pré-candidato ao Senado.
"O Nelson vai ser candidato como? Sozinho, o Avante tem sete segundos de propaganda de TV", diz uma pessoa próxima ao presidente da Assembleia Legislativa.
Erick já havia ensaiado uma aproximação com Nelson Junior, mas isso quando ainda era pré-candidato ao Palácio Anchieta.
Depois, a Rede, do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos, costurou uma aliança com o Avante nacional, que coloca o partido no palanque do redista na corrida pelo governo.
A coligação do ex-prefeito, também por decisões tomadas fora do estado, também é integrada pelo PSOL, que está federado com a Rede. Assim, haveria, digamos, certo desconforto para o pastor conservador do movimento "Eu escolhi esperar" lançar-se ao Senado na chapa de Audifax, embora ele tenha sido convidado a fazê-lo.
Ramalho já disse que ou é candidato a senador ou a nada. Ele é aliado do governador
Renato Casagrande (PSB), mas também é bolsonarista, o que o aproxima de Erick.
Por último, o presidente da Assembleia conta com o tempo de propaganda de TV e rádio do União Brasil. O partido do deputado federal Felipe Rigoni vai fazer uma coligação com o Republicanos apenas para eleger Erick ao Senado, sem se aliar a nenhum candidato ao governo.