Além de trocar de partido, Marcelo Santos pode "mudar plano de voo" eleitoral
2024 e 2026
Além de trocar de partido, Marcelo Santos pode "mudar plano de voo" eleitoral
Presidente da Assembleia Legislativa está de saída do Podemos e, em tese, vai disputar uma vaga de deputado federal em 2026
Publicado em 22 de Maio de 2024 às 03:18
Públicado em
22 mai 2024 às 03:18
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
O presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo SantosCrédito: Mara Lima/Ales
Há tempos, o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos (Podemos), anuncia: em 2026, vai disputar uma vaga de deputado federal. Ele está no sexto mandato como parlamentar estadual e não pretende mais concorrer à Prefeitura de Cariacica, o que fez, sem sucesso, em 2014 e 2016.
O "plano de voo", nas palavras do próprio Marcelo, porém, pode mudar, a depender do resultado das eleições de 2024. O presidente da Assembleia articula-se para eleger aliados "nos 78 municípios do Espírito Santo". Se emplacar uma parte considerável deles em prefeituras, o deputado pode se considerar fotalecido para disputar outro cargo em 2026.
Além de vagas na Câmara dos Deputados, vão estar em jogo cadeiras de senador, governador, vice-governador e deputado estadual.
Enquanto isso, Marcelo Santos movimenta-se para garantir que vai ter legenda para realizar o voo, seja qual for o plano.
Para começar, está de saída do Podemos, partido pelo qual se elegeu para a Assembleia em 2022. É que a legenda, que cresceu bastante no estado, ficou pequena para as aspirações de vários caciques ao mesmo tempo.
Além disso, nem sempre as posições do presidente da Assembleia Legislativa coicidem com as da agremiação. Em Vitória, por exemplo, o Podemos tem a pré-candidatura de Capitã Estéfane à prefeitura, mas Marcelo apoia a reeleição de Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Com o agravante de que Estéfane, vice-prefeita de Vitória, é rompida publicamente com o chefe do Executivo municipal.
"No Podemos, eu não contemplo todo o meu grupo político, por isso decidi sair, mas de forma consensual"
Marcelo Santos (Podemos) - Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo
Na prática, Marcelo Santos não consegue abrigar, em locais estratégicos do partido, aliados que são peças-chave. No final do ano passado, ele recebeu a garantia de que teria poder na sigla para tomar decisões a respeito de diretórios municipais onde tem base eleitoral.
Mas, na prática, a insatisfação persistiu.
O Podemos preferiu deixar Marcelo Santos sair a continuar o cabo de guerra: "Trata-se de uma saída consensual, acordada com a direção nacional do partido. O presidente Gilson Daniel, em nome da Executiva estadual, deseja sorte e sucesso na caminhada do deputado Marcelo Santos", diz nota enviada pelo partido.
O presidente da Assembleia ainda não definiu para qual partido vai migrar. Ele tem tempo para isso. O prazo de filiação para quem vai disputar o pleito de 2026 termina apenas em abril daquele ano.
O deputado tem aliados espalhados no PRD, no Solidariedade, no União Brasil, no PP e no MDB.
PAZOLINI E OUTROS PRÉ-CANDIDATOS
O Podemos é aliado de primeira hora do governador Renato Casagrande (PSB), assim como o próprio Marcelo. Apesar disso, como já mencionado, ele está ao lado de Pazolini em Vitória.
O prefeito da Capital não faz parte do grupo palaciano.
"Mas (Pazolini) também não é um inimigo do governador. Na política, há adversários, é normal", minimizou o deputado.
"Pazolini amadureceu muito no processo político. Esse primeiro mandato dele (como prefeito) foi uma pós-graduação seguida de um doutorado"
Marcelo Santos (Podemos) - Presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo
Entre os pré-candidatos a prefeito em municípios da Grande Vitória, o presidente da Assembleia permanece ao lado de dois aliados que continuam no Podemos: Arnaldinho Borgo, em Vila Velha, e Wanderson Bueno, em Viana. Ambos tentam a reeleição.
Em Cariacica, segue parceiro de Euclério Sampaio (MDB).
Já na Serra, está com Pablo Muribeca (Republicanos).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.