As testemunhas escolhidas pela defesa de desembargador do ES réu no STJ
Curtas políticas
As testemunhas escolhidas pela defesa de desembargador do ES réu no STJ
Veja mais notas: Jornalista reassume cargo na Assembleia após derrota eleitoral; Colnago é oficializado como secretário em Cariacica; mais fogo amigo no Republicanos; bolsonarista critica Pazolini
Publicado em 14 de Dezembro de 2022 às 09:46
Públicado em
14 dez 2022 às 09:46
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Desembargador Robson AlbanezCrédito: Guilherme Ferrari / Arquivo A Gazeta
A Operação Naufrágio, deflagrada em dezembro de 2008, tornou réus os denunciados pelo Ministério Público Federal apenas em dezembro de 2021, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Entre os acusados – os que sobreviveram após 14 anos – estão magistrados aposentados, advogados e um ex-juiz. Entre as suspeitas descortinadas está a negociação de decisões judiciais. Um dos réus é o desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) Robson Albanez que, em 2008, era juiz.
A defesa de Albanez elencou sete nomes, entre eles desembargadores aposentados, um desembargador da ativa e um deputado estadual:
Carlos Roberto Mignone, desembargador aposentado
Sergio Bizzotto Pessoa de Mendonça, desembargador aposentado e ex-presidente do TJES
José Domingos de Almeida, advogado
Luciano Wagner Rios, ex-servidor do TJES
Ney Batista Coutinho, desembargador do TJES
Romulo Taddei, desembargador aposentado
Theodorico de Assis Ferraço, deputado estadual
A ACUSAÇÃO E A DEFESA
Albanez é acusado pelo MPF de, quando juiz, ter negociado uma decisão judicial em troca da influência de um advogado para se tornar desembargador. Ele foi denunciado pelo crime de corrupção.
A defesa do desembargador sempre negou qualquer participação do magistrado em irregularidades.
Quando do afastamento, o então advogado do magistrado, Raphael Câmara, destacou que Albanez tinha 35 anos de carreira, 66 de idade e respondia a um procedimento havia 13 anos sem nunca ter sido ouvido (pelo Judiciário).
JORNALISTA DE VOLTA À ASSEMBLEIA
O ex-repórter da TV Gazeta Jorge Félix tentou uma vaga de deputado estadual em 2022 pelo PSC.
Sem sucesso, ele agora retorna ao cargo comissionado que ocupava antes do período eleitoral na Assembleia Legislativa, assessor sênior da Secretaria da Casa. A nomeação foi assinada pelo presidente Erick Musso (Republicanos no último dia 8.
Erick segue no comando do Legislativo até 31 de janeiro.
FOGO AMIGO
Por falar em Republicanos, como a coluna mostrou, o vereador de Vila Velha Devanir Ferreira, que é secretário-geral do partido no estado, elogiou a vice-prefeita de Vitória, Capitã Estéfane (Patriota) e mandou indiretas para o prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini, que é correligionário dele.
Na mesma sessão da câmara canela-verde em que homenageou a vice, Devanir também fez mesuras ao futuro presidente do Legislativo da Capital, Armandinho Fontoura (Podemos).
Se não pode ser considerado um opositor de Pazolini, Armandinho tampouco está entre diletos aliados do chefe do Executivo municipal.
FOGO BOLSONARISTA
O vereador Gilvan da Federal (PL) – que, aliás, teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral –, discursou na Câmara de Vitória movido por uma curiosa reclamação. Ele se queixou do fato de um subsecretário da gestão Pazolini ter tirado fotos do painel de votação da Casa.
"Não sei se mandou para o secretário ou para o prefeito. Isso é ingerência no Poder Legislativo, isso é para intimidar vereador?", questionou.
As sessões da Câmara de Vitória são transmitidas ao vivo pela internet e o placar de votações é público, como deve ser. O prefeito e os secretários podem saber o resultado das votações e é natural que tenham interesse no assunto. Qual o problema?
Mas Gilvan, eleito deputado federal, foi além: "Não sei qual é a do prefeito de Vitória. Quando tem as pautas conservadoras fica com medo. Ficou com medo de se posicionar nas eleições, se era Lula ou Bolsonaro, se era Casagrande ou Manato. Assume uma lado, pô. Em cima do muro não dá".
Antes de soltar os petardos, o parlamentar fez questão de dizer que não faz oposição ao prefeito. Imagina se fizesse.
Gilvan integra, ou integrava, a base de Pazolini, mas não foi apoiado por ele nas eleições de 2022. E já lembrou que "2024 vem aí", parafraseando um comentário crítico ao prefeito nas redes sociais.
Gilvan é um dos possíveis nomes do PL na disputa pela Prefeitura de Vitória daqui a dois anos. Mas, para isso, teria que desbancar na legenda o deputado estadual Capitão Assumção.
NÃO VAI,NÃO
Um tempo atrás começou a circular a ideia de que o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, poderia deixar o Espírito Santo. Ele, que já integrou o primeiro escalão de Pazolini, iria para o governo de São Paulo, na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Mas não tem nada disso. O próprio Carneiro informou à coluna que nem recebeu tal convite.
VAI, SIM
Já o ex-vice-governador César Colnago (sem partido) foi oficializado na segunda-feira (14) como secretário de Saúde de Cariacica. Ele recebeu o convite do prefeito Euclério Sampaio (União Brasil) e aceitou a missão, como a coluna já havia registrado.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.