O ex-vice-governador César Colnago é oficialmente o presidente estadual do PSD, de acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Chegou ao partido dizendo que disputaria internamente com o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon o posto de candidato ao governo do Espírito Santo, tudo alinhavado, de acordo com ele, com o então presidente em exercício do partido, José Carlos da Fonseca Júnior.
Para completar, nesta segunda-feira (4), o presidente estadual do PSDB, Vandinho Leite, falou pela primeira vez sobre a saída do ex-vice-governador do partido.
"Ele errou o tempo. Eu sempre disse que o PSDB iria dialogar sobre chapa majoritária após o dia 20 de abril, isso foi definido pela Executiva estadual. Em momento algum vetamos a candidatura do César Colnago", afirmou à coluna.
Colnago ainda relatou que o presidente estadual do PSDB passou meses sem atender a telefonemas dele ou responder mensagens.
Vandinho ironizou a postura do PSD em relação ao ex-tucano; "Eu acho que ele foi vetado pelo PSD. Ele entrou lá e dois dias depois entrou alguém e um dirigente partidário disse que a vaga não seria dele. Isso não aconteceu aqui no PSDB. Ele caiu com o barulho da bala".
O fato é que Colnago saiu de um partido porque não encontrou ambiente favorável à candidatura ao Palácio Anchieta e tampouco encontra tal ambiente no PSD, partido que ele agora passa a presidir.
É como procurar saída em um labirinto eleitoral. O ex-vice-governador se considera viável, diz que uma pesquisa realizada pelo PSDB nacional mostra que a candidatura dele ao governo seria competitiva.
Não parece ter convencido os membros da nova sigla.
Ao ingressar no PSD ele mostrou que topa outro caminho, a disputa ao Senado.
Isso significaria o PSD partir para a disputa ocupando dois postos na chapa majoritária, com menos espaço a negociar com partidos aliados.
Depois, o superintendente da Polícia Federal Eugênio Ricas que, incentivado pelo ex-governador Paulo Hartung, estava a um passo de se filiar ao PSD para disputar o governo do estado, foi "rifado". Com a iminente entrada de Guerino no partido, ele passou a ser um coadjuvante. E desistiu de disputar as eleições.
E depois essa história com Colnago, que se anuncia pré-candidato e recebe uma negativa pública.
Não parece um lugar legal para se fiar expectativas e parcerias.
Colnago não atendeu a coluna nesta segunda-feira. Por meio da assessoria de imprensa, informou que, por enquanto, não vai falar sobre o assunto.
A chapa de pré-candidatos a deputado federal pelo PSD não ficou muito competitiva – parece que Neucimar tinha razão – , mas a de estadual está formada.
O principal pré-candidato do PSD à Assembleia Legislativa é o presidente da Câmara de Vitória, Davi Esmael. Ele tem uma visão otimista sobre o partido.
"O PSD vai ser protagonista desta eleição, com candidato ao governo e ao Senado. E a chapa de (pré-candidatos a deputado) está boa. A de federal é que não nos anima muito", comentou.
As articulações para atrair nomes que pudessem compor chapas para eleger deputados ficaram a cargo de Guerino Zanon, quando este ainda estava no MDB, e de Zé Carlinhos, com o auxílio do ex-deputado federal Lelo Coimbra (MDB).
A PALAVRA DE KASSAB
E não é apenas José Carlos da Fonseca Júnior que diz que o candidato ao governo é Guerino Zanon e pronto. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, elencou, em entrevista à CNN Brasil nesta segunda-feira, quem vai disputar governos estaduais pelo PSD no Sudeste:
"No Sudeste, todos os estados com candidatos a governador. Em São Paulo, o prefeito de São José dos Campos, uma das cidades mais bem avaliadas do país e com melhor qualidade de vida o Felício [Ramuth]. No Espírito Santo, Guerino Zanon, prefeito reeleito cinco vezes no município de Linhares, que coloca seu nome para ser governador".
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.