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Disputa com Assumção

Camila Valadão está virtualmente eleita para presidir Direitos Humanos na Assembleia

Deputada estadual do PSOL tem como adversário no colegiado Capitão Assumção (PL), mas já conta com a maioria dos votos

Publicado em 24 de Fevereiro de 2023 às 17:24

Públicado em 

24 fev 2023 às 17:24
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Os deputados estaduais Capitão Assumção e Camila Valadão
Os deputados estaduais Capitão Assumção e Camila Valadão Crédito: Ana Salles e Lucas S. Costa/Ales
Entre as 17 comissões permanentes da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, falta definir a presidência de apenas uma: a de Direitos Humanos. A deputada estadual de primeiro mandato Camila Valadão (PSOL), ex-vereadora de Vitória, já havia externado no dia da posse, em 1º de fevereiro, a vontade de comandar o colegiado.
Mas Capitão Assumção (PL), depois, também manifestou interesse, como a coluna mostrou.
A comissão é composta por cinco membros, indicados por blocos parlamentares. Dois blocos foram formados.
Um, integrado por aliados do governador Renato Casagrande (PSB), é majoritário. O outro contém oposicionistas e independentes.
Dos cinco titulares da Comissão de Direitos Humanos, três chegaram lá por indicação do líder do governo, Dary Pagung (PSB), que é também o líder do blocão.
Assumção e Lucas Polese (PL) foram escolhidos pelo bloco minoritário. 
Originalmente, além de Camila, Assumção e Polese, Iriny Lopes (PT) e Allan Ferreira (Podemos) faziam parte do colegiado. Allan, no entanto, pediu para sair. 
Camila e Iriny são votos certos em Camila para presidir o grupo. Assumção e Polese, por outro lado, são os votos de Assumção. Caberia a Allan decidir a parada.
Como é do bloco governista, respeitaria o acordo firmado nos bastidores e votaria em Camila. Allan, entretanto, ficaria numa situação, digamos, chata.
Ele não tem identificação com a pauta de direitos humanos. Não é de esquerda como Camila nem de extrema direita como Assumção. Tem perfil de centro-direita e poderia desagradar aos próprios eleitores se garantisse a vitória da parlamentar do PSOL.
A MANOBRA
Então ele comunicou ao blocão que sairia do colegiado e assim o fez. Os governistas concordaram e escalaram João Coser (PT), que era suplente na Comissão de Direitos Humanos, para assumir a vaga do deputado do Podemos.
Coser, um homem de esquerda e simpático ao tema da comissão, é mais um voto certo em Camila que, assim, está virtualmente eleita, por três votos a dois.
Assumção, apesar da derrota certa, pode não retirar a candidatura, para marcar posição.
É uma queda de braço ideológica entre o PSOL e o PL bolsonarista, o que garante visibilidade aos dois grupos.
Dary Pagung já protocolou a entrada de Coser como titular no lugar de Allan. E Tyago Hoffman (PSB), vice-líder do governo Casagrande, entrou como suplente no colegiado.
Para participar da Comissão de Direitos Humanos, o petista saiu da de Segurança Pública. 
A eleição que vai definir, oficialmente, quem vai ser presidente e vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos vai ser convocada por Iriny Lopes, que é a integrante mais antiga do grupo. A votação tem que ocorrer, no máximo, até terça-feira (28).
Mas a previsão é que seja realizada na segunda (27).
TORNOZELEIRA E AFINS
Assumção é, talvez, o deputado estadual do Espírito Santo menos afeito aos direitos humanos. Chegou a encomendar, durante discurso na Assembleia no mandato passado, a morte de uma pessoa.
De lá para cá, deu outras declarações que chamaram a atenção, certamente com esse intuito mesmo. Foi reeleito. 
Depois, em dezembro do ano passado, Assumção foi alvo de uma megaoperação contra atos antidemocráticos. Desde então, usa tornozeleira eletrônica, por ordem do Supremo Tribunal Federal. 
No último dia 7, ele "causou" novamente. Fingiu, ao discursar, ter retirado a tornozeleira, que já chamou de "troféu".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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