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Eleições 2026

Casagrande acrescenta dois nomes à lista de possíveis candidatos ao governo do ES

O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) continua a ser o plano A do grupo governista

Publicado em 20 de Janeiro de 2025 às 07:32

Públicado em 

20 jan 2025 às 07:32
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande discursa na inauguração da Ponte da Madalena
Governador Renato Casagrande discursa na inauguração da Ponte da Madalena, em Vila Velha Crédito: Ricardo Medeiros
Como a coluna mostrou, o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) é o plano A do grupo do governador Renato Casagrande (PSB) na corrida pelo Palácio Anchieta em 2026. Ricardo já se disse "pronto para ser candidato" e foi citado como "o candidato natural" por Casagrande, no caso de o chefe do Executivo deixar o mandato em abril do ano que vem para disputar o Senado.
O próprio vice-governador, porém, afirmou estar disposto a apoiar outro casagrandista, eventualmente. E, mesmo após potencializar Ricardo como pré-candidato, ao dar destaque ao vice em eventos públicos, Casagrande reafirmou, no último sábado (18), que o nome do grupo para concorrer ao comando do Executivo ainda não está definido.
Casagrande falou com a coluna em cima da Ponte da Madalena, na Barra do Jucu, inaugurada pelo prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos). No local, estava também Ricardo Ferraço.
O governador fez questão de listar "seis nomes em condições de disputar". "O Ricardo tem preferência porque é o vice-governador. Mas ele tem que se viabilizar e vai procurar se viabilizar", ponderou.
"Mas tem o Arnaldinho (Borgo), tem o Gilson (Daniel), o Da Vitória, o Ricardo, o (Sérgio) Vidigal, o Euclério (Sampaio)", elencou o governador.
DA VITÓRIA E GILSON DANIEL
A palavra-chave aqui é "viabilizar". Ricardo tem que pontuar bem em pesquisas de intenção de voto e se articular em busca de apoio dentro do próprio bloco casagrandista.
O governador, aliás, tem o desafio de, seja quem for o candidato ao governo, manter o grupo, que é amplo e diverso, unido até o pleito de 2026.
Uma estratégia para isso, aliás, são os novos agregados na lista de "governáveis". Em dezembro, em entrevista à Rádio CBN Vitória, Casagrande citou Ricardo, Arnaldinho, Euclério e Vidigal como possíveis candidatos.
Agora, acrescentou os deputados federais e presidentes estaduais do Podemos, Gilson Daniel, e do PP, Da Vitória.
O objetivo principal nem é tanto cacifá-los para concorrer ao Palácio em 2026 e sim prestigiá-los, para manter os dois partidos na base aliada.
Arnaldinho Borgo e Ricardo Ferraço na inauguração da Ponte da Madalena
Arnaldinho Borgo e Ricardo Ferraço na inauguração da Ponte da Madalena Crédito: Ricardo Medeiros
Além disso, como a coluna também já apontou, espaços no primeiro escalão da gestão estadual também são usados como incentivo para a manutenção da parceria.
O PP foi contemplado com uma nova indicação na Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e o Podemos "só não faz parte do governo se não quiser".
Obviamente, pelas declarações e pelos sinais enviados, Ricardo é o plano A, mas Casagrande deixa outros jogadores já no aquecimento.
"Ricardo tem certa vantagem e preferência, caso eu saia de fato para ser candidato ao Senado, mas é um assunto que eu vou resolver só lá na frente, não tem essa decisão tomada ainda. Ele está certo em se preparar, em estar pronto, se a gente precisar", complementou o governador.
CENA POLÍTICA
Ex-deputado estadual, Doutor Hércules (PP) foi eleito vereador de Vila Velha no ano passado. No sábado, ele foi à inauguração da Ponte da Madalena, na Barra do Jucu, e levou consigo uma velha companheira, uma casaca, instrumento utilizado por bandas de Congo. 
A casaca em questão é, digamos, inspirada na imagem do próprio vereador:
O vereador de Vila Velha Doutor Hércules na inauguração da Ponte da Madalena
O vereador de Vila Velha Doutor Hércules na inauguração da Ponte da Madalena Crédito: Ricardo Medeiros

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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