O próprio vice-governador, porém, afirmou estar disposto a apoiar outro casagrandista, eventualmente. E, mesmo após potencializar Ricardo como pré-candidato, ao dar destaque ao vice em eventos públicos, Casagrande reafirmou, no último sábado (18), que o nome do grupo para concorrer ao comando do Executivo ainda não está definido.
Casagrande falou com a coluna em cima da
Ponte da Madalena, na Barra do Jucu, inaugurada pelo prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos). No local, estava também Ricardo Ferraço.
O governador fez questão de listar "seis nomes em condições de disputar". "O Ricardo tem preferência porque é o vice-governador. Mas ele tem que se viabilizar e vai procurar se viabilizar", ponderou.
"Mas tem o Arnaldinho (Borgo), tem o Gilson (Daniel), o Da Vitória, o Ricardo, o (Sérgio) Vidigal, o Euclério (Sampaio)", elencou o governador.
DA VITÓRIA E GILSON DANIEL
A palavra-chave aqui é "viabilizar". Ricardo tem que pontuar bem em pesquisas de intenção de voto e se articular em busca de apoio dentro do próprio bloco casagrandista.
O governador, aliás, tem o desafio de, seja quem for o candidato ao governo, manter o grupo, que é amplo e diverso, unido até o pleito de 2026.
Agora, acrescentou os deputados federais e presidentes estaduais do Podemos, Gilson Daniel, e do PP, Da Vitória.
O objetivo principal nem é tanto cacifá-los para concorrer ao Palácio em 2026 e sim prestigiá-los, para manter os dois partidos na base aliada.
Além disso, como a coluna também já apontou, espaços no primeiro escalão da gestão estadual também são usados como incentivo para a manutenção da parceria.
Obviamente, pelas declarações e pelos sinais enviados, Ricardo é o plano A, mas Casagrande deixa outros jogadores já no aquecimento.
"Ricardo tem certa vantagem e preferência, caso eu saia de fato para ser candidato ao Senado, mas é um assunto que eu vou resolver só lá na frente, não tem essa decisão tomada ainda. Ele está certo em se preparar, em estar pronto, se a gente precisar", complementou o governador.
Ex-deputado estadual, Doutor Hércules (PP) foi eleito vereador de Vila Velha no ano passado. No sábado, ele foi à inauguração da Ponte da Madalena, na Barra do Jucu, e levou consigo uma velha companheira, uma casaca, instrumento utilizado por bandas de Congo.
A casaca em questão é, digamos, inspirada na imagem do próprio vereador: