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Eleições 2026

Casagrande e Arnaldinho dividem primeira agenda pública após tensão eleitoral

Prefeito de Vila Velha filiou-se ao PSDB para disputar o Palácio Anchieta, mas governador já tem um pré-candidato favorito

Publicado em 10 de Dezembro de 2025 às 12:53

Públicado em 

10 dez 2025 às 12:53
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Renato Casagrande e Arnaldinho Borgo
Os empresários Fernando Saliba e Thomaz Tomasi, o governador Renato Casagrande e o prefeito Arnaldinho Borgo no evento da Assevila Crédito: Letícia Gonçalves
O governador Renato Casagrande (PSB) e o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), participaram na terça-feira (9) da primeira agenda pública juntos após Arnaldinho ter ingressado no ninho tucano para disputar o Palácio Anchieta. O principal nome do grupo de Casagrande para concorrer ao comando do Executivo estadual é o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB).
Há um certo climão entre aliados do prefeito, do governador e do vice devido à persistência de Arnaldinho em participar das eleições de 2026. Ainda assim, Casagrande e o político canela verde marcaram presença no café da manhã da Associação dos Empresários de Vila Velha (Assevila), no bairro Praia da Costa.
Sentaram-se lado ao lado na primeira fileira de cadeiras, mas tiveram pouca interação. O evento estava marcado para 7h30. O governador chegou às 7h42 e o prefeito, às 8h04, quando começaram as apresentações, de forma que não houve nem muito tempo para conversas paralelas significativas entre eles.
Casagrande foi o primeiro a discursar e logo partiu para outra agenda. No pronunciamento feito à plateia de empresários, citou Arnaldinho mais de uma vez, mas de forma protocolar. Os dois estavam sorridentes.
O governador afirmou à coluna, pouco antes de o evento começar, que vai continuar presente em atos "institucionais e políticos" com o prefeito de Vila Velha e que a relação entre os dois está "normal".
Casagrande, entretanto, voltou a afirmar, na entrevista, o que já havia declarado à coluna no último sábado (6), que é preciso colocar os interesses do estado acima de projetos eleitorais:
"O que eu chamo sempre atenção é que nós lideramos hoje um movimento no estado que não pode ter retrocesso, não pode ser colocado em risco por causa de projetos pessoais".
O recado para Arnaldinho é claro. O governador quer manter a unidade do próprio grupo político, que tem o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) como principal pré-candidato ao Palácio Anchieta.
Mas, desde o final do ano passado, o próprio Casagrande deu aval para que outros aliados se movimentassem eleitoralmente. Foi o que Arnaldinho fez.
"ESTAMOS DE OLHO"
Presidente da Assevila, o empresário Thomaz Tommasi, ao discursar, na terça, afirmou: "O tema aqui não é política, mas a gente está de olho".
Ele elogiou Arnaldinho, citou Ricardo Ferraço — lembrou que o vice-governador já compareceu a outros eventos da associação — e endossou o nome de Casagrande para o Senado.
Na verdade, Tommasi faz mais do que observar. Ele foi nomeado vice-presidente estadual do PSDB no mesmo dia em que Arnaldinho assumiu o comando da sigla.
O prefeito de Vila Velha, aliás, além das arestas que tem a aparar com Casagrande, lida com as consequências das mudanças no PSDB.
O partido tinha cinco prefeitos, contando com o próprio Arnaldinho, e agora tem apenas ele. Os outros quatro chefes de Executivos municipais pediram desfiliação da sigla na terça-feira, assim como seis vice-prefeitos.
Os deputados estaduais Vandinho Leite, ex-presidente estadual do PSDB, e Mazinho dos Anjos também pretendem deixar a legenda.
Para compensar a debandada, o prefeito de Vila Velha pode filiar aliados, claro. O mais importante é ter nomes em número adequado e competitivos o suficiente para integrar uma chapa de candidatos a deputado federal.
O trunfo de Arnaldinho, nesse quesito, é o deputado federal Victor Linhalis (Podemos), que já se comprometeu a ingressar no ninho tucano no ano que vem, durante a janela partidária, e disputar a reeleição. Mas só ele não basta.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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