No campo oposto, na chapa que deve ser encabeçada pelo governador
Renato Casagrande (PSB) na corrida pela reeleição, no entanto, a coisa é mais incerta. Vários querem o posto de candidato, ou candidata, ao Senado ao lado do socialista. Na missão de manter e até expandir uma ampla aliança partidária, Casagrande se equilibra entre um e outro aliado, sem escolher lado, por enquanto.
Mas emite sinais. Quando questionado pela coluna sobre quem pretende apoiar para o Senado, o primeiro nome que surgiu como hipótese na boca do governador foi o de
Rose de Freitas. A senadora quer se reeleger, mas, para isso, deve enfrentar diversos percalços, como os efeitos políticos da
operação que devassou a Codesa e o enfraquecimento do partido dela, o MDB, no Espírito Santo.
Há quem duvide que, diante de tal cenário, Casagrande se arrisque a endossá-la. O governador, no entanto, trata isso como algo bastante plausível. Se apoiar Rose, ele consegue atrair o MDB, o que significa tempo de TV na campanha.
Para lançar Ramalho ao Senado na chapa de Casagrande o partido precisaria do "ok" de Casagrande, a não ser que não se coligasse oficialmente com ele. Cabe ressaltar que Ramalho foi cortejado por legendas que fazem oposição ao governador, como o Republicanos e o União Brasil.
Há ainda o deputado federal
Da Vitória que, até a segunda ordem, é pré-candidato à reeleição. O partido dele, o PP, no entanto, trabalha para mudar isso. A sigla é uma das principais aliadas do governador e ganhou força após a janela partidária, angariando novos deputados. A meta agora é transformar Da Vitória em candidato ao Senado, com as bênçãos de Casagrande.
O pequeno Avante, que está na base de Casagrande, também tem um nome para o Senado, o escritor Nelson Júnior.
O PT ainda não definiu um pré-candidato e tampouco se vai ou não desistir da pré-candidatura do senador Fabiano Contarato ao governo e fechar parceria com o governador. Mas tem nomes que se movimentam para a disputa ao Senado, como a ex-secretária de Educação de Cariacica Célia Tavares e o ex-reitor da Ufes Reinaldo Centoducatte.
Em 2018 havia duas vagas em disputa, que ficaram com
Fabiano Contarato (eleito pela Rede) e
Marcos do Val (eleito pelo Cidadania). Agora, é apenas uma, a que é ocupada por Rose. Ou seja, a escolha de Casagrande ficou ainda mais difícil.
Correndo por fora, está o ex-prefeito de Colatina
Sérgio Meneguelli, pelo Republicanos. O partido tem como pré-candidato ao Palácio Anchieta o presidente da Assembleia Legislativa,
Erick Musso. Meneguelli, então, seria candidato ao Senado na chapa dele. Não se sabe se a candidatura de Erick vai se manter até o final, mas por enquanto esse é o quadro.
O ex-prefeito de Colatina chegou a figurar como um dos possíveis nomes do partido na corrida ao Senado, ao lado do deputado federal
Amaro Neto. Este, no entanto, deve mesmo disputar a reeleição.
Resta ainda o PSD. O partido tem como pré-candidato ao governo o ex-prefeito de Linhares
Guerino Zanon. Já o ex-vice-governador César Colnago, que agora preside a sigla no estado, disse que
gostaria de disputar o posto com Guerino, mas tem como plano B a candidatura ao Senado.
Guerino, Erick e o ex-prefeito da Serra
Audifax Barcelos (Rede), outro pré-candidato ao governo, têm estado próximos. Ao final, se se reunirem em torno de apenas uma candidatura, a questão do Senado também deve ser rediscutida.
À parte as costuras entre os partidos, há algo primordial a ser levado em conta: o eleitor. Conforme as pesquisas de intenção de voto mostrem a evolução de um ou outro pré-candidato ao Senado isso certamente vai pesar nas definições.