O ex-vice-governador César Colnago (PSDB), que era secretário de Gestão de Pessoas na Assembleia Legislativa, pediu exoneração do cargo na sexta-feira (11). Quem quer disputar a eleição tem prazo para deixar funções públicas. O dele já estava chegando, no início de abril, mas o tucano decidiu se antecipar.
Colnago saiu dizendo à coluna que parte para se dedicar à pré-candidatura ao governo do estado, mas o partido dele reagiu quase imediatamente e destacou que não decidiu como vai se posicionar na disputa pelo Palácio Anchieta. Ou seja, a pré-candidatura de Colnago não conta com o apoio do PSDB.
"O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no Espírito Santo, por meio da sua Executiva estadual, vem a público reafirmar que ainda não há qualquer definição acerca de candidatura própria da legenda ao governo do Estado", registra nota enviada pelo partido.
"O que se pode dizer é que o tucanato capixaba tem, sim, dialogado com outras forcas políticas, em um movimento que conta com o total conhecimento e anuência do presidente nacional da sigla, Bruno Araújo", diz ainda o texto.
Colnago diz que se reuniu com o governador de São Paulo,
João Doria (PSDB), antes de pedir exoneração. Doria é pré-candidato à Presidência da República, mas patina nas pesquisas de intenção de voto e também não é unanimidade no próprio partido.
É normal que pré-candidatos movimentem-se para ver se conseguem mesmo, no futuro, viabilizar o nome nas urnas, mas o fato de, durante meses, não conseguir mobilizar o próprio partido não é bom sinal para Colnago.
O que não quer dizer que ele pediu exoneração à toa. Para disputar outro cargo, como o de deputado, ele também teria que deixar a função na Assembleia.
O PSDB, por meio do presidente estadual da sigla, Vandinho Leite, já esteve mais distante do governador
Renato Casagrande (PSB), mas fez uma reaproximação. O presidente local do PSB, Alberto Gavini, espera contar com o partido no arco de alianças do socialista.