Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Eleições 2024

Como a candidatura de Coser, em Vitória, virou prioridade para o PT nacional

Deputado estadual vai disputar o pleito do ano que vem. Pode ser o único nome do partido a concorrer numa capital, no Sudeste. Esse fator é levado em conta por lideranças petistas e também do PSB consultadas pela coluna em Brasília

Publicado em 15 de Agosto de 2023 às 10:49

Públicado em 

15 ago 2023 às 10:49
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputado estadual João Coser
Deputado estadual João Coser Crédito: Ellen Campanharo/Ales
A presidente estadual do PT, Jack Rocha, já afirmou que o o ex-prefeito de Vitória João Coser, que hoje ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa, vai disputar a Prefeitura de Vitória no ano que vem. Elegê-lo é a prioridade do partido no Espírito Santo, onde não há sequer um prefeito petista. 
E é algo prioritário para o PT nacional também, afinal, a sigla não vai ter candidato a prefeito na cidade do Rio de Janeiro, onde deve apoiar a reeleição de Eduardo Paes (PSD), e em São Paulo, em que já declarou apoio a Guilherme Boulos (PSOL).
Em Belo Horizonte, ainda não há definição sobre lançar um nome próprio ou ficar ao lado do atual chefe do Executivo municipal, Fuad Noman (PSD), mas a chance é grande de não haver candidatura do PT na capital mineira. 
Assim, Coser pode ser o único representante do partido na corrida eleitoral numa capital do Sudeste. "O Coser já é prioridade para o PT nacional", garantiu Jack Rocha, que, de 2013 a 2019, integrou a direção nacional da sigla e hoje é vice-presidente do PT na Câmara.
A coluna esteve em Brasília, na semana passada, e falou brevemente com a deputada Gleisi Hoffmann, que comanda o partido no país. Ela ressaltou que capitais sempre têm preferência.
Outros petistas consultados pela coluna avaliam que há chances reais de Vitória de Coser, numa disputa direta com Lorenzo Pazolini (Republicanos). Em 2020, Pazolini levou a melhor, no segundo turno.
"Entre as capitais do Sudeste, é ele (Coser) que tem credencial, já demonstrou a qualidade que tem no Legislativo estadual e no Executivo municipal. E participou do último pleito municipal. O caminho está sedimentado", analisou o senador Fabiano Contarato (PT).
Ser prioridade para o PT nacional implica receber mais recursos dos fundos partidário e eleitoral para fazer campanha e contar com atuação mais incisiva das lideranças nacionais em busca de apoio de outras siglas para a empreitada.
E aí entra o PSB do governador Renato Casagrande, que aprovou o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Tyago Hoffmann à Prefeitura de Vitória.
Jack Rocha, em entrevista à coluna, tirou por menos e declarou que os socialistas têm o direito de concorrer. Mas não deixou de reiterar que espera uma parceria entre PT e PSB na Capital do Espírito Santo ainda antes do primeiro turno, o que reproduziria a aliança nacional e estadual entre as legendas.
Para isso, evidentemente, o PSB precisaria desistir de lançar Tyago Hoffmann. O deputado, porém, foi contundente ao afirmar, também à coluna, que a candidatura dele é para valer, não para servir como moeda de troca em negociações eleitorais.
Um dia depois de a Executiva estadual dos socialistas bater o martelo sobre a pré-candidatura de Hoffmann, a coluna esteve no gabinete do deputado federal Paulo Foletto (PSB), em Brasília. Ele é vice-presidente do partido no Espírito Santo.
"Vai acabar sobrando só o Espírito Santo com petista disputando Capital, no Sudeste. Esse fator não pode ser esquecido quando se fala no Tyago"
Paulo Foletto (PSB) - Deputado federal
"O Tyago vai depender de densidade. Se ele passa o outro na pesquisa, ou empata, aí vira outra conversa, mas a questão do PT vai ser levada em conta", ponderou Foletto, em 8 de agosto.
O próprio Tyago Hoffmann já disse à coluna que não vai ser candidato "a qualquer custo", ou seja, precisa ter viabilidade eleitoral.
Para isso, não pode, já no início, falar na possibilidade de recuar. 
O governador Casagrande, publicamente, reforça a legitimidade da decisão do PSB estadual, mas, nos bastidores, tem em mente que a pré-candidatura de Coser prioritária para o PT nacional vai colocar cartas na mesa para uma negociação futura em torno de uma aliança. 
O deputado estadual do PT integra a base aliada ao governo na Assembleia.
Como lembrou Foletto, tudo vai depender da densidade de Hoffmann.
Homem forte do governo estadual, ele deixou a gestão em 2022 para se dedicar à campanha eleitoral e conquistou o primeiro mandato eletivo. Iniciou a trajetória em Guarapari e não foi nenhum fenômeno de votos na Capital do Espírito Santo — a votação dele foi pulverizada, numa estratégia que deu certo.
Agora, vai apostar no fato de ser a novidade numa corrida que, por enquanto, tem pretensos candidatos velhos conhecidos do eleitorado de Vitória, como os ex-prefeitos Coser e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e o deputado estadual Fabrício Gandini (por enquanto, filiado ao Cidadania).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

conhecida como “Pretinha” foi atingido após se aproximar de uma residência
Suspeito de matar cadela a tiros é preso em Pancas
Neymar
Árbitro erra ao não marcar falta de Neymar em gol sobre o Fluminense
Imagem de destaque
Não é normal: 6 sinais de endometriose que costumam ser ignorados

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados