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Conselheiro do TCES sobre antecipar aposentadoria: "Não sei o dia de amanhã"

Luiz Carlos Ciciliotti chegou à Corte de Contas em 2019 e pode ficar no cargo até completar 75 anos

Publicado em 06 de Fevereiro de 2024 às 02:15

Públicado em 

06 fev 2024 às 02:15
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Luiz Carlos Ciciliotti foi escolhido por Casagrande conselheiro do Tribunal de Contas no ano passado
Luiz Carlos Ciciliotti é conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo desde 2019 Crédito: TCES
Luiz Carlos Ciciliotti passou "raspando" no critério de idade ao ser eleito conselheiro do Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), em 2019. A Constituição Estadual exige que os candidatos ao cargo tenham mais de 35 e menos de 65 anos. Ciciliotti chegou à Corte meses antes de extrapolar a faixa etária.
Ele pode ficar no cargo até completar 75 anos de idade, o que vai ocorrer em 12 de agosto de 2029. Aí, a aposentadoria é compulsória. 
Uma tese nos bastidores que a coluna, particularmente, avalia como difícil de ganhar vida, é que o conselheiro, aliado histórico do governador Renato Casagrande (PSB), poderia antecipar a aposentadoria para 2025 ou 2026, o que concederia ao chefe do Executivo estadual o poder de influenciar a escolha do nome que sucederia Ciciliotti. 
Cabe à Assembleia Legislativa definir o nome, mas, tradicionalmente, o Palácio Anchieta é decisivo na eleição, como ocorreu quando o próprio Ciciliotti foi alçado ao TCES.
Para a estratégia da aposentadoria antecipada dar certo, o conselheiro teria que abrir mão de quatro ou três anos e meio de cargo — e do salário que, hoje, é de R$ 37.589,96 brutos.
A coluna, então, perguntou ao próprio Ciciliotti se ele cogita essa possibilidade: 
"Não sei o dia de amanhã"
Luiz Carlos Ciciliotti - Conselheiro do Tribunal de Contas do ES
Ou seja, o conselheiro não descarta a aposentadoria antecipada. Mas garantiu à coluna que Casagrande não pediu isso a ele.
Já há uma vaga aberta de conselheiro no TCES, que surgiu após a aposentadoria de Sérgio Borges. Essa vaga também é da Assembleia e o presidente da Casa, Marcelo Santos (Podemos), afirmou que a eleição deve ocorrer ainda em fevereiro.
Para essa cadeira, o secretário estadual da Casa Civil, Davi Diniz, é um dos favoritos. A chefe de gabinete de Casagrande, Valésia Perozini, é outra que está no páreo.
Entre os deputados, Dary Pagung (PSB), há tempos tem interesse em integrar o TCES. Mas um reviravolta pode estar em curso, com a tentativa de emplacar o próprio Marcelo Santos como conselheiro.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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