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Curtas políticas: No ES, Cabo Daciolo pede a Casagrande reajuste para policiais

E mais: pré-candidato do Brasil 35 à Presidência da República apresenta soluções simples para problemas complexos; o que empresários do ES foram ouvir de Bolsonaro em Brasília; eleição de  advogados candidatos a desembargador vai ser em cédulas de papel

Publicado em 08 de Dezembro de 2021 às 02:10

Públicado em 

08 dez 2021 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Cabo Daciolo em Vitória, na sede do partido Brasil 35
Cabo Daciolo em Vitória, na sede do partido Brasil 35 Crédito: Letícia Gonçalves
Candidato à Presidência da República em 2018, Cabo Daciolo, então filiado ao Patriota, obteve 1,3 milhão de votos, o que corresponde a 1,26%. Agora, integrante do Brasil 35 (novo nome do Partido da Mulher Brasileira), ele pretende mais uma vez concorrer ao cargo.
Nesta terça-feira (7), Daciolo esteve no Espírito Santo, em pré-campanha e, entre os compromissos agendados, constou uma visita ao governador Renato Casagrande (PSB).
De acordo com Daciolo, a conversa tratou "da questão da segurança". "Estivemos (Daciolo) com a associação de cabos e soldados e foi colocado que o salário do Espírito Santo é o segundo pior do país. Ele (Casagrande) falou que já iniciou um plano de aumento salarial, em etapas, e está vendo de melhorar isso", relatou o pré-candidato.
Cabo da reserva do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro e ex-deputado federal, Daciolo conversou com a coluna e apontou soluções simples para problemas complexos. 

SOLUÇÕES SIMPLES

Para melhorar "a questão da segurança", propõe uma espécie de Minha Casa, Minha Vida, para policiais; para resolver o problema da alta no preço dos combustíveis, basta a Petrobras passar a refinar gasolina e aí o preço vai a R$ 3,50 o litro; para conter a alta no valor da carne, impedir que parte do produto seja exportada.

COMO NINGUÉM NUNCA PENSOU NISSO ANTES?

O ex-deputado, em resumo, avalia que nada disso foi possível até hoje graças a um complô entre políticos de todos os espectros políticos, da esquerda à direita, para fazer apenas o que é do interesse deles, e não do povo. 
Difícil explicar como um político que pretende se reeleger deixaria de baixar o preço de produtos tão caros, em todos os sentidos, ao eleitorado, se fosse assim tão simples, ainda que apenas para atender ao interesse imediato do próprio grupo político.
Daciolo também se disse surpreso ao descobrir, quando parlamentar, que deputados de diversos matizes conversavam cordialmente em reuniões. É algo que deve ser comum em uma democracia, no entanto.

DIREITA? ESQUERDA?

Daciolo diz que não é nem de direita, nem de esquerda. "Sou do povo brasileiro". O discurso é tradicionalmente populista, incluídas aí as soluções simples para problemas complexos, a existência de complôs de toda a sorte, reais ou imaginários, a impedir "o avanço da nação brasileira", e a desnecessidade de intermediários no contato com "o povo".

NACIONALISMO

"Eu levo muito para o lado do patriotismo e do nacionalismo", resumiu o próprio pré-candidato. É basicamente isso. 
Para Daciolo, basta que o estado se volte a tudo que é nacional e tudo vai dar certo. O erro do governo federal na pandemia? "Não ter produzido uma vacina nacional". O maior pecado na área econômica? Dizer que vai vender estatais.
Daciolo ingressou na vida política partidária pelo PSOL, uma legenda de esquerda, passou pelo Patriota, de direita. O nanico Brasil 35 também pende para esse lado.

FELIPE NETO

Daciolo comemora ter alcançado 3% nas pesquisas de intenção de voto e acredita estar assustando os adversários. É a isso que credita, por exemplo, a veiculação de notícia de que pretendia ter como vice na chapa o YouTuber Felipe Neto. 
"Nunca falei com ele nem com ninguém da equipe dele", rechaçou. Felipe Neto vai fazer 34 anos em janeiro. Nem poderia ser candidato a vice; Para isso, a idade mínima é de 35 anos. 

GLÓRIA A DEUX!

Daciolo ficou conhecido, em 2018, pelo bordão "Glória a Deus", pronunciado com sotaque carioca. E disse que não se importa quando tentam colar nele a pecha de engraçado para minimizá-lo, pois entende que essa estratégia não colou.

ENGENHEIROS DO CAOS

Daciolo chegou 1h30 atrasado para a entrevista. Enquanto esperava, esta colunista ficou lendo o livro "Os Engenheiros do Caos", de Giuliano da Empoli. Eis um trecho:
"Onde quer que seja, na Europa ou em outros continentes, o crescimento dos populismos tomou a forma de uma dança frenética que atropela e vira ao avesso todas as regras estabelecidas. Os defeitos e vícios dos líderes populistas se transformam, aos olhos dos eleitores, em qualidades. Sua inexperiência é a prova de que eles não pertencem ao círculo corrompido das elites. E sua incompetência é vista como garantia de autenticidade."

"COMO É DURO SER PATRÃO NO BRASIL"

Por falar nisso, um grupo de empresários do Espírito Santo esteve em Brasília, nesta terça, para um encontro da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Lá, ouviram o presidente dizer, mais uma vez: "Como é duro ser patrão no Brasil". Bolsonaro foi aplaudido.
A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) enviou uma comitiva ao evento. 
A CNI entregou ao presidente uma série de propostas para reduzir o "Custo Brasil" e aumentar a produtividade e a competitividade da indústria. O compilado foi repassado ao ministro da Economia, Paulo Guedes.
Mas o clima foi menos de tirar as propostas do papel e mais de campanha eleitoral. 
Em tempo: Bolsonaro nunca foi patrão na iniciativa privada. Apenas geriu funcionários comissionados de gabinetes ao longo de uma extensa vida parlamentar.

MPF É A FAVOR DE LEI QUE CRIOU CARGOS COMISSIONADOS NO MPES

O procurador-geral da República, Augusto Aras, manifestou-se contrário ao pedido de suspensão da lei estadual que criou cargos comissionados no Ministério Público do Espírito Santo (MPES). 
A solicitação foi feita pela Associação Nacional dos Servidores do Ministério Público (Ansemp) por meio de ação direta de inconstitucionalidade (ADI). De acordo com o PGR, não ficou caracterizado quadro inconstitucional de criação exacerbada de cargos em comissão e nem o desvirtuamento das finalidades constitucionais dessa modalidade de cargo.
A associação destacou que, com a lei, 43% dos servidores do MPES passam a ser não concursados.

VOTO IMPRESSO NA OAB-ES

A eleição para o comando da OAB-ES, no último dia 18, foi realizada por meio de urnas eletrônicas. José Carlos Rizk Filho foi reeleito como presidente da entidade.
Já outra votação, desta vez para eleger seis nomes que vão disputar uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça (TJES), na próxima segunda-feira (13), vai ocorrer em cédulas de papel.
De acordo com Rizk Filho, a ideia inicial era usar as urnas eletrônicas, mas como cada eleitor-advogado tem que votar em seis nomes, isso não vai ser possível.
"A TI (área de tecnologia da informação) do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) disse que não conseguiria, por falta de viabilidade técnica", contou o presidente da OAB-ES. Nas urnas eletrônicas, que seriam cedidas pelo TRE, somente é possível votar em um candidato por vez.
Devido ao entrave tecnológico, a comissão eleitoral da OAB-ES decidiu então, apelar para o voto impresso. Nas cédulas de papel, cada advogado que for votar tem que marcar os números de seis candidatos, com caneta azul ou preta.

VAI DEMORAR?

Rizk Filho acredita que o resultado da eleição não deve demorar a ser contabilizado, apesar da papelada,porque o voto é facultativo. Dos 17 mil advogados aptos a votar, a expectativa é que apenas "cinco a seis mil", compareçam, ainda de acordo com Rizk.

SUSPENSÃO DE PRAZOS

Para incentivar que os advogados compareçam aos locais de votação, a comissão eleitoral da OAB-ES solicitou ao TJES que suspenda os prazos processuais no dia 13.
Doze nomes disputam as seis indicações.

MAIS PRAZO PARA A VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO

O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos) chegou a pautar, para esta terça-feira, a votação do parecer da Comissão de Finanças da Casa sobre o Orçamento de 2022. A peça foi enviada pelo governo do estado, mas recebeu 1,3 mil emendas de deputados.
Freitas (PSB), presidente da comissão, disse que o aumento de 50% no valor das emendas parlamentares (de R$ 1 milhão para R$ 1,5 milhão para cada deputado destinar a entidades que bem entender). levou a modificações em cima da hora, levando ao atraso na elaboração do parecer. 
Um "problema no sistema" também sabotou os prazos. Assim, o parecer sobre o orçamento não estava pronto.

"EXCEPCIONALIDADE"

Erick Musso consultou o plenário e, embora fora do prazo previsto no regimento interno, os deputados concordaram em dar mais tempo para a comissão apresentar o parecer, como uma "excepcionalidade". Freitas prometeu que até segunda-feira (13) o texto vai estar pronto para ir a votação em plenário.
"Segunda-feira o senhor vai enviar (o parecer) Mesa Diretora. Quando vai à votação é a Mesa que decide", corrigiu Erick.
Se a Lei Orçamentária Anual (LOA) não for aprovada até o final deste ano legislativo, o estado vai começar 2022 sem orçamento próprio e vai ter que usar como parâmetro o de 2021.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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