Curtas políticas: Os candidatos para os quais Casagrande vai fazer campanha
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Curtas políticas: Os candidatos para os quais Casagrande vai fazer campanha
Veja também: governador diz que, na Venezuela, não há democracia; uma linha política é traçada em Viana; "autor" de pedido de cassação de Armandinho posa ao lado do vereador
Publicado em 13 de Agosto de 2024 às 09:18
Públicado em
13 ago 2024 às 09:18
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Renato Casagrande discursa no Cosud, em Pedra AzulCrédito: Hélio Filho/Secom ES
O governador Renato Casagrande (PSB) afirmou à coluna, em entrevista exclusiva no último sábado (10), que vai participar "pontualmente" de campanhas eleitorais em 2024. "Já me coloquei à disposição dos candidatos Euclério (Cariacica), Arnaldinho (Vila Velha), Wanderson (Viana) e Weverson (Serra)", revelou.
"Não vou ficar caminhando (nas ruas) e fazendo campanha diariamente, mas algum evento importante que eles acharem que eu deva participar eu estarei à disposição."
Nas convenções partidárias que confirmaram as candidaturas de Euclério Sampaio (MDB), Arnaldinho Borgo (Podemos) e Weverson Meireles (PDT) a prefeito, Casagrande apareceu, mas apenas virtualmente. Um vídeo de apoio foi exibido nas ocasiões.
A disposição de Casagrande de participar ativamente da campanha de Wanderson Bueno (Podemos) à reeleição traça uma linha em Viana. Lá, o governador tem outro aliado na disputa pelo comando do Executivo municipal, o presidente estadual do PV, Fabrício Machado.
Casagrande havia dito que não pretendia se manifestar publicamente a favor de um ou outro quando dois ou mais adeptos da base aliada estivessem na mesma corrida.
Nos bastidores, chegou-se a especular que o partido recuaria da ideia de disputar o comando do Executivo municipal, diante do resultado de pesquisas eleitorais, que mostram que os adversários são mais competitivos. Mas Lorena foi confirmada como candidata e, agora, o governador pode dar uma força para ela.
"É bem provável que eu manifeste minha posição mais clara em torno da Lorena, por reconhecer nela uma liderança com muita energia, com muita disposição, uma liderança feminina", afirmou Casagrande à coluna.
"Temos relação com outros candidatos, como Theodorico Ferraço (PP), que é aliado nosso, mas minha participação lá será uma participação em que eu poderei fortalecer as qualidades da Lorena. Estamos avaliando, mas temos chance de participar", acrescentou Casagrande.
Diversos aliados do Palácio Anchieta já estão no palanque de Theodorico em Cachoeiro.
Já o principal adversário do prefeito, Coronel Ramalho (PL), insinuou que houve "traição" ao presidente da Câmara e que "é o PSB, é a esquerda" quem realmente comanda o Executivo canela-verde.
Casagrande garantiu à coluna que não pressionou Arnaldinho para optar por Cael nem houve pedido expresso para tal:
"Em hipótese alguma. Escolha de vice é uma escolha do prefeito. Eu nunca pedi a um prefeito para escolher um vice, até porque já fui candidato a governador diversas vezes e a escolha do vice tem que ser de desejo, de decisão de quem está no cargo majoritário maior (no caso, o prefeito), porque ele vai conviver quatro anos (com o vice). Não dá para a gente ficar impondo um vice a ninguém".
"Arnaldinho escolheu o Cael, que é bom de gestão, conhece a administração pública, uma pessoa que tem capacidade de ajudar. O Bruno (Lorenzutti) também tem, mas acho que Arnaldinho quis fazer o reconhecimento de uma parceria", acrescentou Casagrande.
"Arnaldinho avaliou que (escolher um vice do PSB) seria um reconhecimento e um fortalecimento da parceria que a gente tem"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do Espírito Santo
Se ele não cumprir a promessa e concorrer ao governo do Espírito Santo, com o apoio de Casagrande, daqui a dois anos, a prefeitura de Vila Velha vai ficar, aí, sim, de fato, sob comando do PSB.
Essa história deu pano para manga no Legislativo e até na Polícia Civil. Sandro alegou ter sido enganado para que a assinatura constasse no pedido de cassação, que, ao fim e ao cabo, foi arquivado.
Após sair da cadeia, Armandinho (investigado no Inquérito das Fake News), filiou-se ao PL, é candidato a vereador e, sim, abrigou-se na tal "Casa Bolsonaro".
Armandinho Fontoura e Sandro RochaCrédito: Divulgação
CASAGRANDE: "NA VENEZUELA, O SISTEMA NÃO É DEMOCRÁTICO"
Por falar em pessoas que não têm muito apreço pela democracia (refiro-me a Jair Bolsonaro), a coluna questionou o governador Renato Casagrande sobre as eleições na Venezuela de Nicolás Maduro. O PSB, diferentemente do PT, adotou um posicionamento crítico em relação ao pleito no país vizinho, manchado por suspeitas de fraude.
Maduro foi reconduzido ao poder, muito provavelmente, de maneira ilegítima. Casagrande concordou com o Partido Socialista Brasileiro: "O que a gente assiste na Venezuela não é um sistema democrático, não há respeito às instituições e sim a supremacia de um poder sobre os demais poderes".
"Não é possível dizer que o resultado das eleições na Venezuela é correto porque as atas (de votação) não foram entregues para serem analisadas e o processo eleitoral, antes da votação, também não foi democrático. Toda a nossa condenação à forma como algumas instituições da Venezuela estão construindo o caminho para a população venezuelana", acrescentou Casagrande.
PEC DA SEGURANÇA
A coluna falou com Casagrande durante a 11ª edição do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), em Pedra Azul. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, também participou do encontro, que reúne os governadores dos estados das duas regiões.
Casagrande foi compreensivo. Avaliou que o ministro não poderia, mesmo, apresentar o texto naquele momento, uma vez que o esboço da proposta ainda vai ser submetido a Lula (PT).
O governador do Espírito Santo contou ainda que o presidente da República, depois, vai convidar todos os chefes dos Executivos estaduais para tratar, diretamente, do tema.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.