Curtas políticas: "Temos que endurecer esse benefício", diz Casagrande sobre "saidinha"
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Curtas políticas: "Temos que endurecer esse benefício", diz Casagrande sobre "saidinha"
Veja também: a "simpatia" de Casagrande; o destino de Nésio Fernandes; ES vai receber próximo encontro do Cosud; Marcos do Val leva faca para o Senado
Publicado em 01 de Março de 2024 às 02:17
Públicado em
01 mar 2024 às 02:17
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
O governador Renato CasagrandeCrédito: Hélio Filho/Secom
O governador Renato Casagrande (PSB) participou, no Rio Grande do Sul, do 10º encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), formado pelos governadores dos estados dessas regiões. Em pauta, temas relativos ao Meio Ambiente e à Segurança Pública.
"Temos que endurecer esse benefício, para que menos pessoas saiam e não retornem. Tem que ser mais duro, mais criterioso, nessas regras", opinou Casagrande, em entrevista à coluna.
Cerca de 95% dos presos retornam ao sistema após as "saidinhas", mas essa concessão é impopular, principalmente após um policial militar de Minas Gerais ter sido morto por um foragido, justamente um preso que havia sido beneficiado pela saída temporária.
COSUD NO ES
O próximo encontro do Cosud, em agosto, vai ser realizado em Pedra Azul, no Espírito Santo.
O DESTINO DE NÉSIO
O ex-secretário estadual de Saúde do Espírito Santo Nésio Fernandes, como se sabe, foi exonerado do cargo de secretário de Atenção Primária em Saúde do Ministério da Saúde.
Mas não voltará ao governo do Espírito Santo. "Não houve convite e nem interesse (de Nésio Fernandes). A vida dele agora é em Brasília", afirmou Casagrande.
De acordo com o socialista, o ex-secretário vai continuar em Brasília: "Pode ser que seja no governo federal, pode ser que seja no Congresso Nacional. Ele está avaliando a melhor alternativa".
Casagrande saiu pela tangente quando questionado pela coluna a respeito da possível candidatura do secretário da Casa Civil, Davi Diniz, ao cargo de conselheiro do Tribunal de Contas.
"É uma pessoa que tem toda a simpatia minha e tem total capacidade (para ser conselheiro), mas este é um assunto interno da Assembleia Legislativa", afirmou o governador, na noite da última quarta (27).
Nos bastidores, o Palácio Anchieta tem, sim, muita influência na decisão dos deputados estaduais.
SUCESSOR
Com a iminente saída de Davi Diniz, Casagrande vai ter que mexer na equipe do primeiro escalão. Ele preferiu, contudo, não dizer quem pretende nomear como novo secretário da Casa Civil. "Se ele (Diniz) for a escolha da Assembleia, aí eu vou pensar (no sucessor do secretário)".
Em fevereiro, houve outra baixa no primeiro escalão. O então secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, pediu para sair.
Depois, Ramalho deixou também o Podemos, partido ao qual estava filiado. O militar da reserva da PM conversa com outras legendas e avalia disputar a Prefeitura de Vila Velha contra Arnaldinho Borgo (Podemos), aliado do governador.
"Foi uma saída combinada comigo (a saída do governo) para ele poder conversar com os partidos. A mim, só cabe ter confiança ou a expectativa de que ele vai tomar um caminho que seja um caminho adequado", disse Casagrande.
Mas o que seria um caminho "adequado"? "Um caminho que não seja um caminho de enfrentamento, mas um caminho de continuidade e de diálogo", respondeu o governador.
O ex-secretário de Segurança Pública está bem próximo do Republicanos, partido que não integra a base aliada ao governo estadual.
OLHA A FACA!
Senador Marcos do Val durante reunião da Comissão de Segurança Pública do SenadoCrédito: Geraldo Magela/Agência Senado
A Comissão de Segurança Pública do Senado realizou uma reunião reservada na última terça-feira (27) sobre a fuga de dois presos do presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
O senador capixaba Marcos do Val (Podemos) participou da audiência e levou uma faca, com a qual "atacou" um frasco de álcool em gel e uma laranja.
“Eu apresentei alguns equipamentos que precisam ter atualização da tecnologia. Entrei com isso aqui no Senado Federal, e não foi detectado. Aí eu desferi contra uma fruta para mostrar a facilidade”, disse Do Val ao ser questionado pela imprensa, como registrou o jornal O Estado de Minas.
A cena insólita foi captada pelo fotógrafo da Agência Senado Geraldo Magela.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.