Curtas políticas: veja quem tem milhões à disposição para campanha no ES
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Curtas políticas: veja quem tem milhões à disposição para campanha no ES
E mais: Amaro Neto não estava empolgado com Erick Musso, agora está; o Partido da Mulher Brasileira vive às voltas com a cota de gênero; tem mais um podcaster na área
Publicado em 25 de Agosto de 2022 às 02:10
Públicado em
25 ago 2022 às 02:10
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Candidatos podem receber recursos dos partidos, que são abastecidos com dinheiro público, e doações de pessoas físicasCrédito: Imagem de Joel santana Joelfotos por Pixabay
A prestação de contas ainda é parcial, novas receitas e despesas devem surgir. Mas, por enquanto, o governador Renato Casagrande (PSB) é o que tem mais recursos para fazer campanha entre os candidatos ao Palácio Anchieta.
O socialista recebeu R$ 3,5 milhões da direção nacional do próprio partido.
Casagrande também conta com R$ 5 mil doados pelo major da PM Rommel Fiorentini de Rezende. As informações constam no DivulgaCand, o site oficial da Justiça Eleitoral para divulgação de candidaturas.
O ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) tem uma receita de R$ 165 mil para a campanha. Tudo vindo a direção estadual da Rede, partido que ele comanda no estado, ao lado da outra porta-voz da legenda, Laís Garcia.
Já o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD) tem R$ 65 mil para fazer campanha, dinheiro que ele doou para ele mesmo.
O empresário e ex-secretário da Fazenda de Vitória Aridelmo Teixeira (Novo) também mexeu na própria carteira e doou R$ 20 mil para a campanha.
Os demais candidatos ao governo do Espírito Santo ainda não apresentaram prestações de contas.
JOGO DO MILHÃO
Chama a atenção a arrecadação da campanha do deputado federal Felipe Rigoni (União Brasil), que disputa a reeleição. Somente da direção nacional do partido ele recebeu R$ 700 mil.
Do empresário Armínio Fraga vieram mais R$ 100 mil. Mesma quantia doada por José Salim Mattar Junior, fundador da Localiza e ex-secretário de Desestatização do governo Bolsonaro.
Outro empresário, Marcos Alberto Lederman, mandou R$ 60 mil para Rigoni. O copresidente da Natura, Guilherme Leão, também contribuiu, com R$ 50 mil.
O deputado tem, até agora, R$ 1,06 milhão para gastar na campanha.
Enquanto isso, o médico Gustavo Peixoto, que também é candidato a deputado federal pelo União Brasil, soma R$ 200 mil em receitas. Tudo doado pelo próprio Peixoto.
NO PARTIDO DA MULHER FALTAM ... MULHERES
O Partido da Mulher Brasileira, que está em processo para mudar de nome para Brasil 35, não cumpriu, até agora, a cota de gênero no Espírito Santo. Pela regra, 30% das candidaturas têm que ser de um gênero (masculino ou feminino) e 70%, de outro.
A ideia é incentivar a participação feminina. Via de regra, às mulheres é destinado o menor percentual.
Mas, no estado, o PMB não alcançava 30% de candidatas até a noite desta quarta-feira (24).
O painel de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral mostrava que a sigla tinha lançado, no Espírito Santo, 21 homens e 8 mulheres aos cargos de deputado federal e estadual. Percentualmente, isso representa 72,41% de homens e 27,59% de mulheres.
A coluna entrou em contato com o presidente estadual do PMB, Paulo Borges – sim, um homem. Ele afirmou que os pedidos de registro de candidatura de mais duas mulheres foram enviados à Justiça Eleitoral nesta quarta, o que vai garantir o cumprimento da cota.
Enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), era pré-candidato ao governo do estado, o deputado federal Amaro Neto, do mesmo partido, não aparecia em agendas públicas com o correligionário nem participava do esforço para viabilizar o lançamento de Erick ao Palácio.
Nos bastidores, a informação é que Amaro sempre foi contra o deputado estadual concorrer ao governo, justamente por acreditar que o colega não teria densidade eleitoral para tal.
Erick aparece tecnicamente empatado com Carone (Agir), com 4% e 5% das intenções de voto, respectivamente.
NOVO PODCASTER NA ÁREA
O senador Marcos do Val, talvez já recuperado do aperto que passou após afirmar, em entrevista para o Estadão, que recebeu emendas via orçamento secreto como "gratidão" por ter votado em Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para presidir o Senado, adentrou em nova empreitada.
Ele lançou um podcast, em que entrevista candidatos ao governo do Espírito Santo ao lado de Rossini Macedo (humorista que interpreta o Tonho dos Couros).
O primeiro entrevistado foi o ex-deputado federal Carlos Manato (PL), adversário e detrator do governador Renato Casagrande. Do Val é aliado do socialista.
SENADOR "CONSIDERA NÃO TER PASSADO NENHUM APERTO"
Após a publicação da nota "Novo podcaster na área", o senador Marcos do Val entrou em contato com a coluna, nesta sexta-feira (26). Embora a nota apenas tenha descrito a entrevista concedida por ele ao Estadão, o parlamentar achou por bem se pronunciar. Depois da mencionada entrevista, houve grande repercussão e Do Val concedeu outras, para se explicar.
Chegou a ser alvo de uma representação, movida pelo também senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), no Supremo Tribunal Federal. Mas a denúncia foi arquivada.
"Sobre suas emendas ao orçamento, o senador Marcos do Val esclarece já ser público que, desde o início do seu mandato, age com transparência, informando pontualmente ao Ministério Público do Estado todos os recursos destinados ao Espírito Santo. Assim, não considera ter passado nenhum aperto em relação ao assunto", diz nota enviada à coluna nesta sexta.
"O desdobramento jurídico da denúncia midiática feita por um único senador de oposição, referente à matéria maldosa veiculada pelo jornal O Estado de S.Paulo, resultou em imediato arquivamento no STF e na PGR, por absoluta falta de provas. Ressalta-se aqui que o senador Marcos do Val não chegou sequer a ser chamado para prestar esclarecimento, diante de tão infundada ação jurídica."
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.