O ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) havia aceitado o convite do agora senador do Espírito Santo Magno Malta (PL) para trabalhar no gabinete do parlamentar em Brasília,
como a coluna publicou, em dezembro. Nesta quinta-feira (2), entretanto, Silveira foi preso pela Polícia Federal.
O último dia de mandato dele foi na terça-feira (31). Já Magno, assumiu o cargo na quarta (1º). A nomeação do ex-deputado não chegou a ser publicada.
De acordo com a assessoria do senador, não houve nem o início do processo de contratação, com a apresentação de documentos e o preenchimento dos devidos formulários.
Inicialmente, Silveira seria chefe de gabinete de Magno, depois, o convite passou a ser para que ele exercesse uma função de assessoria.
A ordem partiu do Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo é o descumprimento de medidas cautelares, impostas por decisão judicial.
Em fevereiro de 2021, o então deputado foi preso em flagrante depois de gravar um vídeo com ofensas a ministros do STF e em defesa do Ato Institucional nº 5 (AI-5), o mais duro da ditadura militar, que golpeou o Brasil por 21 anos.
Silveira foi solto em novembro e ficou em prisão domiciliar. Ele é réu no Supremo em ação penal derivada do inquérito dos atos antidemocráticos.
O ex-deputado é citado frequentemente por Magno nas redes sociais. O parlamentar do PL criticou a prisão em flagrante de Silveira em 2021 e atacou, por diversas vezes, ministros do Supremo, em especial Alexandre de Moraes.
Ex-policial militar, Daniel Silveira ganhou notoriedade em outubro de 2018, quando quebrou uma placa de rua feita em homenagem à vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL), assassinada a tiros em março daquele ano.