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Eleições 2024

Desafeto de Vidigal, vice-prefeito da Serra pode desistir de disputar prefeitura

União Brasil, partido de Thiago Carreiro, está sem diretório municipal formado. Se não conseguir apoio para entrar na corrida pelo Executivo, ele avalia concorrer ao cargo de vereador

Publicado em 15 de Fevereiro de 2024 às 12:54

Públicado em 

15 fev 2024 às 12:54
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Thiago Carreiro, vice prefeito da Serra na gestão do prefeito Sergio Vidigal, 2021 a 2024, ambos do PDT
Vice prefeito da Serra, Thiago Carreiro Crédito: Fernando Madeira
Após brigas internas no União Brasil, o partido, aparentemente, estabilizou-se no Espírito Santo. A presidência estadual segue com o secretário estadual de Meio Ambiente do governo Renato Casagrande (PSB), Felipe Rigoni. Na Serra, oficialmente, a legenda não tem comando, não tem diretório municipal.
O principal nome do partido lá é o do vice-prefeito, Thiago Carreiro. À coluna, na manhã desta quinta-feira (15), Carreiro contou que, desde 2022, tem um acordo com Rigoni para disputar a Prefeitura da Serra em 2024. Mas, muito provavelmente, o desfecho vai ser outro.
O vice e o prefeito da cidade, Sérgio Vidigal (PDT), são desafetos. E dez entre dez atores políticos serranos apostam que o pedetista vai tentar a reeleição, apesar de ter dito, em 2020, que não o faria.
Nos bastidores, a especulação é que o União apoiaria Vidigal este ano. Thiago Carreiro, por sua vez, afirmou que, na Serra, é ele mesmo, o vice-prefeito, quem cuida das articulações e, se depender dele, o partido não fecha parceria com o prefeito.
Só que não depende apenas dele. Viabilizar a candidatura à prefeitura, tampouco. Assim, Thiago Carreiro avalia concorrer a uma vaga na Câmara Municipal.
"Em 2020, meu plano, originalmente, era disputar para vereador. Vidigal me chamou para ser vice, disse que eu poderia contribuir mais. Mas não deu certo", resumiu o vice.
O pedetista considera que o número dois é oposição. Carreiro nega e sustenta que apenas aponta "soluções concretas para a gestão, já que ele (Vidigal) não me deu espaço para contribuir na administração".
ELE FICA
Quando foi eleito vice, chapa com Vidigal, em 2020, Carreiro não era filiado ao União. Está no partido há cerca de dois anos e não cogita sair, apenas mudar os planos.
Ele contou que tem diálogo com Rigoni, que desconhece a possibilidade de o partido apoiar Vidigal e pensa em "voltar ao plano original", ou seja, candidatar-se a vereador, somente se não conseguir viabilizar a candidatura a prefeito, algo que depende de outros partidos e aliados também.
No União estadual, a informação é que o nome de quem vai presidir o partido na Serra ainda não foi definido e tampouco há confirmação se vai ser ou não um aliado de Casagrande.
Thiago Carreiro faz parte do diretório estadual e participa do debate a respeito do tema.
ELE TAMBÉM
Enquanto isso, Vidigal diz que nem sai de férias ou licença do trabalho, pois, do contrário, um oposicionista, o vice-prefeito, assumiria o comando do Executivo municipal.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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