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Eleição de prefeitos

Em 2024, Casagrande pode ir para um lado e PSB, para outro

Governador do ES afirmou que nem sempre vai apoiar candidatos a prefeito endossados pelo Partido Socialista Brasileiro. Em Vitória, ele defende que sigla não lance nome "só para marcar posição"

Publicado em 07 de Março de 2023 às 15:30

Públicado em 

07 mar 2023 às 15:30
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande discursa durante solenidade no Palácio Anchieta
Governador Renato Casagrande discursa durante solenidade no Palácio Anchieta Crédito: Hélio Filho/Secom ES
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, é um homem de partido. Filiado há muitos anos ao PSB, ele é conhecido por ser fiel à legenda, para o bem ou para o mal, e é o secretário-geral nacional da sigla.
Nas eleições do ano que vem, entretanto, o socialista pode estar de um lado e o PSB, de outro. Isso de acordo com o próprio Casagrande.
Na prática, quer dizer que, em algumas cidades, o partido vai apoiar o candidato X, mas o governador vai endossar o candidato Y:
"Pode ser que o PSB tome uma posição que não seja a minha em algum município. Certamente terei algumas posições na eleição do ano que vem, mas eu preciso tomar conta do governo como líder estadual".
A afirmação deu-se em entrevista coletiva, nesta terça-feira (7), após a coluna ter questionado o governador a respeito da disputa pela Prefeitura de Vitória.
Há diversos possíveis candidatos ao comando do Executivo da Capital entre os aliados de Casagrande. Ele vai ter que se equilibrar para não deixar ruir a base aliada. 
Em 2020, o PSB lançou um nome na corrida, o então vice-prefeito Sérgio Sá, que hoje está no PDT. 
O PT, que hoje compõe a gestão estadual, foi representado por João Coser, ex-prefeito e agora deputado estadual. O Cidadania, então aliado histórico do governador, lançou Fabrício Gandini.
Com a divisão de forças – e também devido a outros fatores – o eleito foi Lorenzo Pazolini (Republicanos), um deputado estadual de oposição.
Tudo indica que Casagrande e o PSB estão muito próximos de Coser, dado como certo na disputa pela Prefeitura de Vitória no ano que vem.
Pazolini, como o próprio prefeito afirmou à coluna no dia 1º de fevereiro, começou a se aproximar do governador. Isolado politicamente, manter a rusga com o Palácio Anchieta não seria bom negócio para o prefeito em pleno ano pré-eleitoral.
Isso não sinaliza, claro, parceria eleitoral. 
"A gente não está trabalhando ainda com essa variável da eleição do ano que vem. Minha tarefa é me relacionar com todos os gestores, independentemente de o gestor ter tido alguma dificuldade comigo ou com a minha gestão. A minha tarefa é fazer o que eu fiz aqui hoje e ontem. É trabalhar junto".
Nesta terça, o "hoje" a que o governador se referiu, ele reuniu diversos prefeitos para anunciar repasse de recursos aos municípios via Fundo Cidades. 
Na segunda, o "ontem", foi a vez de oficializar a entrada das polícias Militar e Civil na força-tarefa de combate ao crime organizado criada pela Polícia Federal. 
Guardas municipais, como a de Vitória, também integram o grupo – há muito mais tempo que as polícias estaduais, diga-se de passagem.
Assim, prefeitos participaram da reunião no Palácio. A data marcou o retorno de Pazolini à sede do Executivo estadual, materializando a aproximação que o prefeito havia anunciado.
Lorenzo Pazolini em reunião no Palácio Anchieta
Lorenzo Pazolini em reunião no Palácio Anchieta Crédito: Helio Filho/Secom ES
Casagrande defende que o PSB não lance candidato a prefeito de Vitória "só para marcar posição".
"Seria prudente (o PSB ter candidato próprio) se o partido tiver um nome viável. Mas o partido hoje, de fato, tem muitas relações em Vitória com diversas candidaturas", opinou o governador. 
"Se não tiver um candidato (a prefeito de Vitória) viável, sou contra o partido lançar"
Renato Casagrande (PSB) - Governador do ES
O mais provável, hoje, é que o PSB apoie Coser, o que reproduziria uma aliança nacional e estadual.
Aliás, esse é um dos fatores que fez Gandini abandonar a base aliada e até se dizer de direita, o que pode permitir que ele se apresente como uma opção aos descontentes com o atual prefeito, mas não querem a volta do Partido dos Trabalhadores ao poder na Capital. 
GRANDE VITÓRIA
Em outras cidades da Grande Vitória, os posicionamentos do PSB e de Casagrande não são muito difíceis de prever. Ao menos em relação ao quadro de hoje.
Em Vila Velha, o prefeito Arnaldinho Borgo (Podemos) deve tentar a reeleição. Além de o Podemos ser um aliado de primeira hora do governador, o próprio Arnaldinho tem se mostrado muito próximo de Casagrande.
Em 2020, o PSB esteve ao lado de Max Filho (PSDB), que perdeu o pleito no segundo turno para o atual prefeito. Mas, na época, ainda não se sabia que Arnaldinho iria se revelar um fenômeno eleitoral.
Em Cariacica, o PSB da ex-vice-governadora Jacqueline Moraes não é o maior fã do prefeito Euclério Sampaio (União Brasil). Em 2020, o partido lançou Saulo Andreon na corrida pelo Executivo municipal.
Euclério, contudo, já era próximo a Casagrande e assim segue. Não há certeza se o PSB vai apoiar a reeleição de Euclério, mas Casagrande o fará.
Na Serra, Sérgio Vidigal (PDT), outro aliado de primeira hora do governador, pode tentar a reeleição, uma vez que a legislação permite. Mas o pedetista tem dito a pessoas próximas que não vai concorrer a mais um mandato.
Tudo depende, agora, do sucessor que ele vai tentar emplacar. Um nome sondado é o do recém-empossado secretário municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Philipe Lemos, também filiado ao PDT e casagrandista.
OUTROS MUNICÍPIOS
Em outras cidades, cada caso é um caso. 
"Eu preciso me relacionar com quem tem um histórico de relação comigo, mas pode ser que essa pessoa não tenha relação com PSB no município. Eu não posso ficar engessando o PSB, conduzindo o PSB para onde eu vou. O partido tem que ter independência e autonomia", frisou Casagrande.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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