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SP já faz isso

ES estuda colocar câmeras nas fardas de policiais

Coronel participou de reunião com secretário de segurança de São Paulo para conhecer o modelo. "Não é para buscar erro, para punir o policial", afirmou o secretário de Segurança Pública Alexandre Ramalho

Publicado em 12 de Novembro de 2021 às 10:30

Públicado em 

12 nov 2021 às 10:30
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Câmera acoplada a farda de PM de São Paulo
Câmera acoplada a farda de PM de São Paulo Crédito: Divulgação/Governo de SP
O Espírito Santo se fez representar, nesta quinta-feira (11), em uma reunião com o secretário de Segurança de São Paulo, general João Camilo Pires, técnicos da pasta e o comando da Polícia Militar daquele estado para conhecer e avaliar o uso de câmeras corporais por policiais.
O subsecretário de Gestão Estratégica da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Espírito Santo, coronel Reinaldo Brezinski, foi lá.
O secretário da pasta, coronel Alexandre Ramalho, lembra que uma decisão do Supremo Tribunal Federal já determina o início da utilização desses equipamentos, que já foram implementados em ao menos parte dos batalhões das PMs de Santa Catarina, Rondônia e São Paulo.
A ideia é que o Espírito Santo se espelhe no modelo dos paulistas, como outras unidades da federação já estão fazendo.

12 HORAS DE GRAVAÇÃO

Ramalho já viu de perto como as coisas funcionam lá. "O policial chega para trabalhar e já acopla a câmera à farda. A gravação é ininterrupta, durante 12 horas. Mas quando o policial está na iminência de entrar em uma situação de confronto, ou alguma ocorrência, ele aciona a câmera, que passa também a captar áudio e imagens com melhor qualidade, mas registra tudo", contou.

TUDO?

E na hora de ir ao banheiro? "Quando ele vai ao banheiro ele tem que justificar porque desligou ou desfocou a câmera. Mas no início houve até esse constrangimento. É meio o Big Brother, você acaba esquecendo que está com a câmera", complementou o secretário.

LETALIDADE E PROTEÇÃO

"Não é para buscar erro, para punir o policial. Ao contrário, é para estabelecer procedimentos e servir de defesa para nossos policiais. Em São Paulo, no início do turno, o sargento escolhe, por amostragem, uma câmera para mostrar as gravações e analisar o que foi feito corretamente e o que não foi e passar orientações para a tropa", exemplificou.
"E se alguém acusa o policial de ter cometido alguma ilegalidade, fala que ele atirou por trás, por exemplo, o resgate das imagens pode servir como defesa para o policial".
Em São Paulo, a letalidade policial, ou seja, a quantidade de pessoas mortas por policiais, diminuiu após a implantação das câmeras corporais. E ainda há as imagens para sustentar a defesa dos PMs acusados injustamente.
Para que isso seja implantado no Espírito Santo, é preciso, primeiro, fazer um processo de licitação para a compra e manutenção dos equipamentos. A ideia é que as câmeras sejam usadas por policiais civis também.

"QUEREM TUMULTUAR POLITICAMENTE"

Por falar em segurança pública, os casos de violência, principalmente os de feminicídio, têm chamado a atenção no Espírito Santo e não passam despercebidos por adversários políticos do governador Renato Casagrande (PSB), que já aquecem os motores para as eleições do ano que vem.
É inegável que casos escabrosos têm acontecido em terras capixabas.
"Num ano pré-eleitoral escolheram segurança como pauta mas sem conhecimento do que está acontecendo", rebateu Ramalho.
"Em 2009 tivemos 2.034 homicídios e, em 2019, menos de mil. Ano passado só perdemos para 2019 e este ano estamos no segundo melhor resultado também. Os três anos de Casagrande são os melhores anos. Não é para comemorar, mas houve investimento", argumentou.
"Saímos de o segundo mais violento do país (em 2009) para chegar em 2019 com 24 mortes por 100 mil. Querem tumultuar politicamente. Os dados não são maquiados, são fidedignos, estão à disposição da imprensa."

OS NÚMEROS

É. Mas o número de feminicídios aumentou, como o próprio secretário reconheceu, mas acabou por fazer um contorcionismo: "Foram 30 este ano contra 21 ano passado. O que chama a atenção é a diminuição no ano passado porque em 2019 foram 28. Então agora está muito próximo (de 2019). Foi em 2020 que caiu".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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