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Eleições 2024

"Esperamos que o governador se posicione em Vitória", afirma presidente do PT-ES

O Partido dos Trabalhadores lançou a pré-candidatura de João Coser na Capital, mas Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) também é aliado de Casagrande e está no páreo

Publicado em 21 de Junho de 2024 às 08:15

Públicado em 

21 jun 2024 às 08:15
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputada federal Jack Rocha (PT)
Deputada federal Jack Rocha (PT) Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O governador Renato Casagrande (PSB) já afirmou que, em cidades em que mais de um aliado disputam a prefeitura, prefere não se posicionar a favor de um ou outro em 2024. Há exceções. Em Cariacica, ele defende a reeleição de Euclério Sampaio (MDB), embora o PT, que integra o governo estadual, tenha lançado a pré-candidatura de Célia Tavares.
Na Serra, em que os petistas colocaram o ex-deputado estadual Roberto Carlos no páreo, Casagrande está com o PDT, que tem Weverson Meireles na disputa. Em Vila Velha, o governador é Arnaldiho Borgo (Podemos) desde criancinha, a despeito do lançamento de João Batista Babá pelo PT.
Em Vitória, contudo, apesar de o PSB estar no palanque de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), o chefe do Executivo estadual, que é o principal nome do partido no estado, não pretende subir no palanque do tucano nem no do deputado estadual João Coser (PT), outro aliado. Ao menos não no primeiro turno.
A presidente estadual do PT, deputada federal Jack Rocha, afirmou, em entrevista à coluna no último dia 15, querer que o governador se posicione, justamente, na Capital. 
Ela lembrou que, em 2022, o partido abriu mão de lançar o senador Fabiano Contarato ao Palácio Anchieta para apoiar a reeleição de Casagrande.
Jack Rocha também falou sobre o cenário eleitoral na Grande Vitória, a relevância da avaliação do governo Lula para o resultado do pleito de 2024 e os planos do PT para 2026 no Espírito Santo.
Confira a entrevista:
O PT tem pré-candidatos a prefeito nas quatro principais cidades da Grande Vitória: na Capital, em Vila Velha, em Cariacica e na Serra. Mas tem partidos com os quais se coligar nessas disputas?
Em Cariacica (a pré-candidata do PT é Célia Tavares), vamos nos coligar com o PSOL, que é federado com a Rede, além da nossa federação, com PCdoB e PV. Na Serra (o pré-candidato do PT é Roberto Carlos), também temos Rede/PSOL; em Vila Velha (o pré-candidato do PT é João Batista, o Babá), estamos conversando, principalmente, com o campo progressista.
Em Vitória (o pré-candidato do PT é João Coser), estamos conversando com diversos partidos, MDB, Podemos, com a federação Rede/PSol, com o PDT, com o PSD. É importante a construção de uma frente ampla.
O MDB já está com Luiz Paulo (PSDB) em Vitória, o Podemos lançou a Capitã Estéfane e o PSOL, a Camila Valadão...
Sabemos que existe todo um movimento, de diversas candidaturas, mas como as cidades acima de 100 mil eleitores possuem segundo turno, para nós é importante manter um ambiente de diálogo. E sinalizar o que queremos para a cidade.
Todas essas pré-candidaturas do PT na Grande Vitória são definitivas? Ou até o registro oficial dos candidatos o partido pode recuar e apoiar outros nomes?
Sim. Cada um tem sua leitura do jogo eleitoral e nós, do PT, temos a nossa.
Entendemos que temos um ativo, ajudamos a eleger o governo do estado (Renato Casagrande, do PSB). Com todo o movimento de criminalização da política, nós contribuímos e fomos protagonistas na eleição do presidente Lula. Portanto, não há como recuar.
Em 2020, fomos para o segundo turno em Vitória e Cariacica sem apoio de nenhum partido.
A agenda não é só a polarização. As pessoas querem dialogar sobre a vida real delas, querem falar que a cidade está escura, que não tem um grande projeto de mobilidade urbana, que a gente não consegue vaga em creche, que tem fechamento de escolas.
São pontos cruciais e o PT tem condições de contribuir.
A senhora e outros políticos do PT há tempos avaliam que o desempenho do governo Lula vai ser fundamental para o sucesso das candidaturas do PT na eleição municipal. Pesquisas recentes mostram, entretanto, que os percentuais de avaliação do governo federal não são ruins, mas também não são animadores. 
Pesquisa CNN/Atlas mostra que 47% reprovam a gestão, enquanto 51% aprovam. De acordo com o Datafolha, 36% avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, enquanto 31% consideram ruim ou péssimo. Isso é uma preocupação para o PT no Espírito Santo?
É um alerta de que a gente não pode deixar de entender o que a população quer dizer. Por exemplo, tivemos, pela primeira vez em mais de 20 anos, segundo turno para o governo do estado (em 2022). E vemos uma agenda de extrema direita no Congresso Nacional, como o PL 1904 (projeto de lei que equipara aborto a homicídio), mas a maioria das menções é contrária a esse PL. Fundamentalistas tentam sustentar que a maioria é a favor e não é.
É preciso comunicação. Os parlamentares, as pessoas que estão no governo ... precisamos dialogar mais com as pessoas para mostrar os benefícios que o governo federal está fazendo, os benefícios que o governo estadual está fazendo e o que as prefeituras estão fazendo.
As pessoas precisam entender que a saída não é a criminalização da política. Ou são eleitas pessoas que falam mal de política, falam mal de político, criminalizam um espaço e usam esse mesmo espaço, que é pago com dinheiro público.
Agora, em relação ao governador Renato Casagrande, ele já afirmou que, em cidades em que mais de um aliado estiver na disputa pela prefeitura, ele não deve se posicionar a favor de um ou outro. Em Vitória, por exemplo, tem Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e João Coser (PT) e o governador não optou por nenhum deles, embora o PSB esteja com Luiz Paulo.
Mas em Cariacica, por exemplo, Casagrande declarou apoio à reeleição do prefeito Euclério Sampaio (MDB), apesar de o PT ter lançado a pré-candidatura da Célia Tavares...
Nós respeitamos a figura do governador. Em 2022, fomos para a rua. O PT e os movimentos sociais fizeram um esforço (pela reeleição de Casagrande). Retiramos a candidatura de Fabiano Contarato, que tinha dois dígitos nas pesquisas de intenção de voto, para apoiar Renato Casagrande.
As pessoas que foram eleitas precisam ter compromisso com uma agenda mais social de maior inclusão, voltada às pessoas mais vulneráveis, que precisam mais dos serviços públicos.
Esperamos que, em algum momento, o governador possa se posicionar por essa agenda, principalmente em Vitória. Temos uma relação com o governador Renato Casagrande.
Vitória é uma cidade muito importante para nós. O Centro da cidade continua apagado, a juventude não tem oportunidade e, nas partes altas, as pessoas são carregadas com lençol para receber atendimento médico.
Temos legado para mostrar e o direito de apresentar um programa para conversar com as pessoas e falar do investimento federal com apoio do governo do estado. O PAC vai representar quase R$ 65,9 bilhões para o Espírito Santo.
As movimentações do PT em 2024 já são uma preparação para as eleições de 2026? Por exemplo, lançar Célia Tavares em Cariacica é uma forma de relembrar a gestão do ex-prefeito Helder Salomão, que pode ser candidato ao governo ou ao Senado em 2026?
Não só o Helder, né? O Contarato tem uma candeira no Senado e, nós, obviamente, queremos manter essa cadeira. O Helder tem pretensão de se colocar numa disputa majoritária. Existe um ciclo aberto após o final do ciclo dos governos Renato Casagrande e Paulo Hartung, dos quais o PT participou.
Quando se faz um desenho para 2026, todos os partidos querem sair fortalecidos da eleição de 2024.
Estamos construindo uma estratégia para apresentarmos, em 2026, o nosso projeto na majoritária (eleição de governador e senador).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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