Filho de Vidigal pode se filiar ao PSB para disputar as eleições de 2026
Partido de Casagrande
Filho de Vidigal pode se filiar ao PSB para disputar as eleições de 2026
Informação é do presidente estadual do PSB, Alberto Gavini. Serginho Vidigal é o caçula do ex-prefeito da Serra e tem sido incensado como herdeiro político da família
Publicado em 20 de Março de 2025 às 13:30
Públicado em
20 mar 2025 às 13:30
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Serginho Vidigal, filho do ex-prefeito da Serra Sérgio VidigalCrédito: Instagram/@jrsergiovidigal
Filho mais novo do ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT), o médico Antônio Sérgio Alves Vidigal Junior, o Serginho Vidigal, pode sair do PDT e disputar as eleições de 2026 pelo PSB do governador Renato Casagrande. É o que confirma o presidente estadual da sigla, Alberto Gavini.
Ele contou à coluna que há conversas nesse sentido há cerca de quatro meses, mas o martelo ainda não foi batido:
"Tem uma conversa iniciada para ele se filiar e estamos à disposição. Conversamos também com o governador sobre isso. É uma possibilidade ele (Serginho) ser candidato, a deputado federal ou estadual".
O próprio Serginho falou com a coluna após a publicação deste texto e afirmou que não se movimenta para trocar de partido e nem para disputar as eleições do ano que vem, mas também não descarta a possibilidade.
"Estou no PDT desde os meus 17 anos (ele tem 37 anos de idade). Somos agentes políticos, todos nós, e temos que ter disposição para representar as pessoas que têm os mesmos valores que a gente. Mas não tenho me movimentado para ser candidato", ponderou.
"Tem que ser algo que a gente pense como família. Somos eu, minha esposa e meus filhos. Como família, ainda não decidimos esse passo", completou.
O filho de Vidigal, contudo vem emitindo sinais.
Serginho nunca foi candidato a um cargo eletivo e, até pouco tempo atrás, era bem reservado, com poucas aparições ao lado do pai em eventos político-partidários. Mas isso mudou. Em fevereiro, quando o ex-prefeito tomou posse como secretário de Desenvolvimento no governo Casagrande, por exemplo, lá estava Serginho.
Ele foi até chamado ao palco pelo prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT), enquanto este discursava, ganhando destaque na solenidade.
Na ocasião, Serginho não confirmou à coluna se pretendia ou não seguir os passos do pai na política, assim como fez ao escolher a profissão. Apenas ressaltou que seu nome, Sérgio, significa servo. Implicitamente, poderia estar pronto para servir como candidato?
Na Serra, o filho do ex-prefeito já é incensado por aliados de Vidigal como herdeiro político da família e a aposta é que ele dispute uma vaga na Câmara dos Deputados no ano que vem.
Uma eleição para o parlamento é diferente, envolve uma série de fatores, como o desempenho da chapa, ou seja, dos demais candidatos do mesmo partido.
Em 2022, por exemplo, a ex-deputada federal Sueli Vidigal —esposa de Sérgio e mãe de Serginho —, recebeu 58.251 votos, um bom resultado, mas não conseguiu retornar à Câmara dos Deputados.
Serginho Vidigal no Ambulatório Municipal de Especialidades em Saúde (Ames), em Jardim Limoeiro, mostrando que já seguiu os passos do pai em ao menos um aspectoCrédito: Instagram/@jrsergiovidigal
Nascido no seio do PDT, ao qual Sérgio Vidigal é filiado desde o início de sua carreira política, seria meio intuitivo supor que Serginho também eventualmentdisputasse as eleições como pedetista.
PDT e PSB são siglas aliadas no Espírito Santo e, nacionalmente, até cogitam formar uma federação.
O principal fator a ser observado, contudo, é que o PSB é o partido de Casagrande e o governador lidera uma ampla frente partidária.
A filiação de Serginho à legenda pode causar algum ciúme entre aliados filiados a outras siglas. Aliás, tem adversário do governador torcendo por isso.
Claro que a montagem de chapas de candidatos a deputado segue uma lógica política e matemática e, acertando os cálculos, é possível abrigar os parceiros da forma mais competitiva possível, não necessariamente nos partidos mais óbvios.
Sérgio Vidigal praticamente personifica o PDT no Espírito Santo, mas é também aliadíssimo de Casagrande e um possível candidato ao Palácio Anchieta no ano que vem.
A nomeação dele como secretário estadual de Desenvolvimento estreitou os laços com o socialista, que seriam intensificados com a ida de Serginho para o PSB.
Estamos aqui falando de especulações. Por isso o verbo utilizado na coluna é "pode" e não "deve" e tampouco "vai". Mas, com o perdão do trocadilho, pode-se dizer que o mercado político está de olho em Serginho Vidigal (sim, muito criativo da minha parte, peço perdão de novo).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.