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Eleições 2022

Gilberto Campos: Casagrande e Rose não vão fazer campanha para Lula

Candidato do PSol ao Senado no ES tem 1% das intenções de voto, mas minimiza necessidade de união da esquerda para vencer o principal rival no estado

Publicado em 17 de Setembro de 2022 às 14:00

Públicado em 

17 set 2022 às 14:00
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Gilbertinho Campos, candidato ao Senado
Gilberto Campos, candidato ao Senado, em entrevista para a coluna Crédito: Fernando Madeira
Candidato do PSol ao Senado pelo Espírito Santo, o auditor fiscal aposentado Gilberto Campos, de acordo com pesquisa Ipec publicada no último dia 2, tem poucas chances de vencer o pleito. Marcou 1% das intenções estimuladas de voto.
Em entrevista para a coluna nesta sexta-feira (16), entretanto, ele avaliou que há espaço para crescer, considerando que, na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são informados aos entrevistados, 75% disseram não saber em quem votar.
Se isso acontecer e Gilberto alcançar um percentual mais respeitável, um problema pragmático pode surgir. Ele é um candidato da esquerda, aliás, se diz um dos únicos desse segmento no pleito, ao lado de Filipe Skiter (PSTU).
PT, PCdoB, PV e PSB, por outro lado, estão com a senadora Rose de Freitas (MDB). É ela quem lidera a pesquisa Ipec, com 27% das intenções estimuladas de voto. Mas não isoladamente. O ex-senador Magno Malta (PL) atingiu a mesmíssima marca. 
Logo, Rose é, hoje, a candidata apoiada por parte da esquerda que tem mais chances de vencer o principal nome da direita no estado.
Gilberto Campos corrigiria uma palavra neste texto. Para ele, Rose é de direita. Magno, de ultradireita.
O candidato do PSol até avaliou, na entrevista, que o PT não deveria apoiar a senadora, lembrando que ela foi favorável ao impeachment de Dilma Rousseff.
Questionado sobre o risco de divisão dos votos da esquerda, o que favoreceria Magno, ele descartou, como é do feitio do PSol, qualquer movimento pragmático.
"A gente não trabalha com esse pragmatismo. Nosso partido tem projeto eleitoral, projeto de abrir possibilidade de novas candidaturas, formar candidatos para futuros pleitos; não é esse pragmatismo para derrubar candidato A ou B. Estamos aqui para disputar a eleição", sustentou. 
O PSol está federado com a Rede, que tem a candidatura do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos ao Palácio Anchieta. 
O casamento entre as duas siglas, como traduziu o candidato do PSol, foi "na polícia", ou seja, contra a vontade do PSol local, que está amarrado à aliança nacional.
Assim, Gilberto Campos não apoia Audifax para o governo. Ele vota no Capitão Vinícius Sousa (PSTU).
Já para a Presidência da República, está com o ex-presidente Lula, do PT.
PT este que, como já mencionado, está com Rose de Freitas. O partido também está na coligação de Renato Casagrande (PSB), que tenta a reeleição como chefe do Executivo estadual.
Eis aí mais um ponto de discordância de Gilberto Campos com outros setores da esquerda. 
"O Casagrande não vai pedir voto para o Lula. Ele pode votar no Lula, o voto é secreto, não sabemos se ele vai votar ou não. Mas ele não vai fazer campanha para o Lula, porque ele nunca fez campanha para o Lula", afirmou. 
"A Rose de Freitas não vai fazer campanha para o Lula. Ela está dizendo que vai votar na Simone Tebet, que é do partido dela. Mas se a gente vai ganhar no primeiro turno, ela não vai votar (no Lula) porque não vai ter segundo turno. É uma falácia tanto do governador quanto da Rose de Freitas dizer que eles vão fazer campanha para o Lula. Fazer campanha é uma coisa e votar é outra coisa", complementou.
As pesquisas de intenção de voto indicam que vai haver, sim, segundo turno na disputa pela Presidência da República.
O pragmatismo em excesso faz mal, transformou vários partidos em legendas de aluguel. Mas a ausência total dele forma candidaturas "só para fazer o debate", sem chances reais de vitória. Muitas vezes, foi assim que o PSol se apresentou.
Gilberto Campos diz que veio para disputar e ganhar a eleição e apelou aos eleitores contra o voto útil, que seria votar em Rose para impedir a ascensão de Magno: "Vamos surpreender nas urnas".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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