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Escândalo no Judiciário

Gilmar Mendes mantém Operação Naufrágio no STJ para evitar influência de "pessoas poderosas"

Ação penal tem 15 réus, entre eles um desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo

Publicado em 08 de Maio de 2022 às 02:10

Públicado em 

08 mai 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

09/12/2008 - Policiais federais saem da sede do Tribunal de Justiça do Espírito Santo durante a Operação Naufrágio
 Policiais federais saem da sede do Tribunal de Justiça do Espírito Santo durante a Operação Naufrágio, em dezembro de 2008 Crédito: Nestor Müller
Gilmar Mendes mantém Operação Naufrágio no STJ para evitar influência de "pessoas poderosa"s
A ação penal da Operação Naufrágio, que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ), vai continuar lá. A Naufrágio revelou um dos maiores escândalos do Judiciário do Espírito Santo e levou ao afastamento de um desembargador do Tribunal de Justiça (TJES), Robson Albanez.
Além disso, outros 14 réus figuram na ação. Um deles, Felipe Sardenberg Machado, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o caso referente a ele saísse do STJ e passasse à Justiça Estadual, uma vez que apenas Albanez possui foro especial naquela Corte. Assim, haveria o desmembramento do processo.
O relator do habeas corpus, ministro Gilmar Mendes, negou o pedido. E ainda ressaltou que, no Espírito Santo, a ação, que atinge magistrados aposentados, um ex-juiz, empresários e advogados haveria "evidente dificuldade" para processar e julgar a questão.
"É evidente a dificuldade que terá um juiz de Direito processar e julgar os fatos contra os parentes e contra as pessoas poderosas no estado nesse nível retratado na denúncia, e contra ex-magistrados que ainda possuem pessoas próximas naquela Justiça Estadual, dado o controle recursal inclusive pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo", escreveu Gilmar, na decisão, ainda em março.
"Por outro lado, por esse ângulo judicial, esta Corte Superior encontra-se afastada da vida cotidiana forense daquela Justiça Estadual, tudo a recomendar que o STJ continue com os processos reunidos em face de todos os denunciados", concluiu.
O ministro também se baseou na jurisprudência para manter o caso sob responsabilidade do Tribunal Superior e lembrou que, em outras ocasiões, como após a aposentadoria de desembargadores denunciados, firmou-se o entendimento de que, mesmo assim, a ação da Naufrágio deveria permanecer lá.
A Naufrágio, deflagrada ainda em dezembro de 2008, descortinou uma série de supostos crimes, até hoje sem julgamento, envolvendo venda de sentença, loteamento de cartórios e interferência em concurso público.
Na ocasião, o então presidente do TJES, Frederico Pimentel, foi preso, assim como outros dois desembargadores, Josenider Varejão e Elpídio Duque. Os três já faleceram.
Originalmente, 26 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público Federal, mas 11 não se tornaram réus após o recebimento da denúncia pelo STJ ou porque já morreram ou devido à prescrição da pretensão punitiva.
O desembargador Robson Albanez segue afastado das funções no TJES. Ele, assim como os demais réus, não foram condenados nem absolvidos. Falta o julgamento da ação, que vai ocorrer no STJ, ainda sem data definida.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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