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Legislativo

Grupo dos cinco desmorona e Câmara de Vitória vai ter só um candidato a presidente

Após turbulências, prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) conseguiu emplacar seu candidato favorito em chapa única

Publicado em 17 de Dezembro de 2024 às 15:50

Públicado em 

17 dez 2024 às 15:50
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, ao lado de vereadores da cidade
André Brandino (Podemos), Dalto Neves (SDD), Anderson Goggi (PP), Lorenzo Pazolini (Republicanos), Aloísio Varejão (PSB), Luiz Paulo Amorim (PV) e Maurício Leite (PRD) Crédito: Instagram/@lorenzopazolini
O vereador Anderson Goggi (PP) está com o caminho livre na corrida pela presidência da Câmara de Vitória. Apoiado pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), ele enfrentava um concorrente, André Brandino (Podemos). Não enfrenta mais. O cenário ficou claro após uma reunião entre vereadores e o prefeito, na tarde desta terça-feira (17).
Brandino contava com o "grupo dos cinco", formado, como o nome sugere, por cinco parlamentares, incluindo o próprio vereador do Podemos. Na semana passada, um dos membros do G5 "virou a casaca" ou quase isso.
Maurício Leite (PRD), que havia se comprometido com Brandino, apareceu numa lista de apoiadores de Goggi. Tirou foto e tudo. Horas depois, entretanto, o mesmo Maurício Leite voltou a se encontrar com o grupo dos cinco.
Antes disso, uma série de exonerações de servidores comissionados foi publicada por Pazolini. Os exonerados eram pessoas ligadas aos vereadores do G5. Isso foi visto como retaliação e, na avaliação de alguns dos parlamentares, pesou, inclusive, para Maurício Leite abandonar o grupo de Brandino.
Em resumo, climão.
Com Maurício, Goggi já alcançaria o número mínimo de votos para ser eleito, 11, cravados.
O movimento do vereador do PRD enfraqueceu o G5. As exonerações feitas por Pazolini, também. Uma política rasteira de parte a parte, mas pragmaticamente eficiente.
Agora que tudo voltou à "santa paz", os apadrinhados dos vereadores devem ser renomeados por Pazolini.
Além disso, Goggi garantiu que vai manter a independência da Câmara em relação ao Executivo. 
O que levou ao lançamento de André Brandino na disputa foi justamente o fato de o candidato de Pazolini apoiar tentativas de mudança no regimento interno e na Lei Orgânica que dariam mais conforto ao prefeito e retirariam prerrogativas do próprio Legislativo.
Em reunião na semana passada com vereadores eleitos e reeleitos, Goggi já havia se comprometido a recuar dessas tentativas.
Já nesta terça, o G5, reuniu-se com o o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, que é uma espécie de interlocutor informal de Pazolini.
Depois, o próprio prefeito juntou Goggi, Brandino e apoiadores do vereador do Podemos, selando a aliança que vai resultar numa eleição com chapa única.
"Teríamos dificuldade em continuar, devido a instabilidades", admitiu André Brandino à coluna, na tarde desta terça.
"Instabilidades" podem ser traduzidas da seguinte forma: a saída de Maurício Leite do grupo levaria ao menos à saída de mais um parlamentar do G5. Na prática, seria inviável lançar uma chapa para disputar contra Goggi. Seria preciso ter ao menos sete membros no grupo.
A CHAPA
Os nomes da chapa encabeçada por Goggi ainda não estão definidos, mas um dos membros do agora extinto grupo dos cinco deve compor a Mesa Diretora. Maurício Leite é um dos possíveis nomes, por exemplo, para ser o vice-presidente da Câmara de Vitória.
No Instagram, Pazolini publicou uma foto com o grupo de vereadores, incluindo Brandino e Goggi, e escreveu: "União por Vitória!".
O acordo veio a calhar. Na próxima sexta-feira (20), o prefeito vai prestar contas à Câmara, às 9h. Agora, num clima bem mais, digamos, natalino. 
Pazolini comemora união de chapas na disputa pela presidência da Câmara de Vitória
Pazolini, comemora a união das chapas Crédito: Instagram/@lorenzopazolini

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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