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Governo do estado

Guerra santa: a disputa por lideranças evangélicas na eleição no ES

Pré-candidatos ao governo do ES flertam com o segmento, mas o maior exemplo da união entre política e religião está por vir

Publicado em 19 de Julho de 2022 às 02:10

Públicado em 

19 jul 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Fiéis em culto evangélico: templos viram alvo de políticos na busca por eleitores
Fiéis em culto evangélico: templos viram alvo de políticos na busca por eleitores Crédito: Pixabay
O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), apareceu todo sorridente, em vídeo, no último dia 6, ao anunciar o apoio do presidente da Convenção das Assembleias de Deus no Brasil, o pastor José Wellington Júnior. 
No sábado (16), foi a vez do ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) se divulgar em fotos com o presidente da Convenção Estadual dos Ministros das Assembleias de Deus Ministério Madureira, pastor Marcos Menegone.
Erick e Audifax são pré-candidatos ao governo do Espírito Santo. Evangélicos – o deputado estadual é da Assembleia de Deus e o ex-prefeito, da Igreja Batista – eles querem conquistar os votos dos eleitores desse segmento.
O presidente da Assembleia Legislativa tem embalado a pré-campanha no ritmo do slogan do Republicanos, "o verdadeiro partido conservador do Brasil". O Republicanos surgiu por iniciativa de líderes da Igreja Universal e é presidido por um bispo licenciado da IURD, o deputado federal Marcos Pereira.
No gabinete da presidência da Assembleia, Erick realiza orações com religiosos frequentemente e divulga as imagens nas redes sociais.
Audifax está num partido de esquerda, espectro que perdeu espaço entre os evangélicos, mas faz questão de se apresentar como "de esquerda, de centro e de direita" ao mesmo tempo.
Enquanto isso, o governador Renato Casagrande (PSB), católico, não deixa de flertar com os evangélicos. 
Em maio, por exemplo, fez questão de sancionar, com pompa e circunstância, projeto do deputado estadual pastor Marcos Mansur, que institui o Estatuto da Liberdade Religiosa. Reuniu no Palácio Anchieta lideranças de diversas denominações, na ocasião.
Mas o maior exemplo da união entre religião e política está por vir. A Marcha para Jesus, que completa 30 em 2022, e é realizada em diversos estados, vai aportar no Espírito Santo no sábado (23), com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), pré-candidato à reeleição, e seus principais apoiadores, entre eles o pré-candidato ao governo Carlos Manato (PL).
O presidente tem usado a marcha como palanque eleitoral, sem nenhuma objeção dos líderes religiosos, muito ao contrário.
O pastor que declarou apoio a Erick Musso, José Wellington Júnior, por exemplo, fez o mesmo gesto em relação ao presidente da República.
É legítimo, obviamente, que evangélicos ou quaisquer outros segmentos da sociedade queiram se ver representados na política partidária. 
É inusitado, no entanto, que pareça não haver um limite ético para tentar exercer influência sobre o eleitorado. Nem todo evangélico é bolsonarista, embora, sim, como mostra o Datafolha, o presidente se saia melhor entre eles.
Apesar da inflação, da violência e da pobreza, Bolsonaro acena com "valores da família", discurso homofóbico e armas de fogo. Chegou até a afirmar que "Jesus não comprou pistola por que não tinha".
Não sou teóloga nem nada, mas lembro das histórias da Bíblia em que Jesus oferecia a outra face e impedia apedrejamentos. Ficou bravo uma vez, contra os vendilhões do templo.
Não se pode achar que ao atrair a simpatia de um ou outro pastor, por mais poderoso que ele seja, isso signifique garantir votos dos fiéis. Os evangélicos não são uma massa uniforme, que fazem tudo que é ordenado do púlpito. 
COORDENADOR DE CAMPANHA VIRA CHEFE NA ASSEMBLEIA
O servidor comissionado Wilder Barboza dos Santos, que até então era assessor no gabinete do deputado estadual Erick Musso (Republicanos), foi nomeado, nesta segunda-feira (18), como chefe da Comunicação Social da Presidência.
O ato é assinado por Erick, que comanda o Legislativo estadual. Wilder apareceu em vídeo recentemente ao lado do parlamentar avisando que não vai mais disputar uma cadeira de deputado estadual. 
Em vez disso, vai participar da coordenação da campanha de Erick Musso na disputa pelo governo do estado.
No vídeo, Erick agradece ao aliado e diz que está "pegando um pouquinho o Wilder do pessoal do Caparaó".
O cargo de chefia não está entre os que podem ser ocupados pelos chamados "assessores externos", que não dão expediente na Casa e sobre os quais não há controle de presença.
Wilder Barboza vai ter que cumprir carga horária de 8 horas por dia. E dentro da Assembleia não se pode fazer campanha eleitoral.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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