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Planos eleitorais

Helder Salomão não vai disputar a Prefeitura de Cariacica. Está de olho em 2026

Deputado federal mais votado do ES em 2022, petista pode ser candidato ao governo ou ao Senado. "Se o governo Lula estiver bem em 2026, é natural o PT disputar o governo estadual ou o Senado. Ou os dois", afirmou, à coluna

Publicado em 17 de Agosto de 2023 às 10:55

Públicado em 

17 ago 2023 às 10:55
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputado federal Helder Salomão no gabinete, em Brasília
Deputado federal Helder Salomão no gabinete, em Brasília Crédito: Leticia Gonçalves
Helder Salomão (PT) foi o deputado federal mais votado do Espírito Santo em 2022, escolhido por 120.337 eleitores. Reeleito, ele passou de um mandato de quatro anos sob o governo Jair Bolsonaro (PL) para outro com o comando do Executivo federal nas mãos do correligionário Lula. 
Em entrevista à coluna no gabinete na Câmara, em Brasília, Helder cravou que não vai concorrer à Prefeitura de Cariacica em 2024: "Participarei como apoiador, mas não vou disputar as eleições em Cariacica".
Petistas e até integrantes de outros partidos avaliam que o deputado federal pode ser uma aposta para 2026.
No pleito a ser realizado daqui a três anos, duas vagas vão estar em jogo no Senado pelo Espírito Santo, as hoje ocupadas por Fabiano Contarato (PT) e Marcos do Val (Podemos).
E, como Renato Casagrande (PSB) está no segundo mandato consecutivo, as especulações sobre candidatos a sucessor do socialista são naturais. O PT é parceiro do PSB nos governos federal e estadual.
"Se o governo Lula estiver bem em 2026, é natural o PT disputar o governo do ES ou o Senado. Ou os dois"
Helder Salomão (PT) - Deputado federal
Contarato pode ser candidato à reeleição ou ao governo. Em 2022, ele foi lançado como pré-candidato ao Palácio Anchieta, mas o PT recuou para apoiar Casagrande.
Assim, o Partido dos Trabalhadores tem dois nomes para jogar no tabuleiro eleitoral.
Helder são se disse pré-candidato a uma coisa nem outra, mas deixou uma brecha: "Meu nome está à disposição para dialogar".
A presidente estadual do PT, Jack Rocha, quando questionada sobre 2026, citou os nomes do deputado federal e do senador. Mas fez uma ponderação.
"É natural que Contarato queira se reeleger ou se apresentar novamente para o governo. E é natural que Helder, como deputado mais votado, apresente-se como candidato ao governo ou a outro espaço que ele queira disputar. Mas isso depende muito de como vamos sair do processo de 2024", afirmou, à coluna.
O PT não tem nenhum prefeito no Espírito Santo e, nas Câmaras da Grande Vitória, apenas Karla Coser, na Capital, representa o partido.
A prioridade do partido no ano que vem é eleger o deputado estadual João Coser como prefeito de Vitória.
Cariacica é outra frente essencial, mas, lá, o prefeito Euclério Sampaio (União Brasil) está bem consolidado, ao menos do ponto de vista das lideranças político-partidárias. A única oposição a ele vem, justamente, do PT.
Em 2020, a ex-secretária municipal de Educação Célia Tavares (PT) foi ao segundo turno contra Euclério, que levou a melhor. Ainda hoje, ela é uma crítica do chefe do Executivo.
Helder, que comandou a cidade por dois mandatos, por sua vez, preferiu não tecer comentários sobre a atual administração:
"Desde que saí da prefeitura, há dez anos, evito comentar as ações dos prefeitos locais. Ou fica parecendo que quero me intrometer na gestão. Não emiti opinião sobre a gestão anterior (de Juninho, do Cidadania) e não emito opinião agora. Tenho ajudado Cariacica. Foram mais de R$ 20 milhões em emendas parlamentares".
"Mas estamos em campos opostos e, em Cariacica, vamos ter candidatura própria. O nome ainda vai ser definido"
Helder Salomão (PT) - Deputado federal
"A lógica nacional tem influência nas eleições municipais, mas ela não é determinante. A eleição municipal tem suas peculiaridades e o que vai contar mais, na minha avaliação, é a apresentação de propostas e projetos concretos para mudar a vida das pessoas", avaliou o deputado.
"O governo Lula tem feito um esforço para que a gente diminua esta polarização que, muitas vezes, é artificial", afirmou.
A coluna lembrou que Lula, por exemplo, ao receber o ditador venezuelano Nicolás Maduro com pompa e circunstância no Brasil, na verdade, acirrou a polarização e deu munição à oposição.
Helder minimizou o episódio: "Quem governa tem que ter a capacidade de diálogo. O Brasil, nos últimos quatro anos, se isolou do mundo, virou um pária internacional, porque o ex-presidente (Bolsonaro) não conseguiu estabelecer um diálogo prolífico. O Lula já conversou com Putin, com Zelenski, com Macron, com Olaf Scholz... O Brasil não pode se dar ao luxo de falar só com alguns países".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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