Em março, quando ainda era presidente estadual do MDB (desde maio, quem ocupa esse posto é o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio), Ricardo Ferraço assinou um manifesto defendendo que o partido se mantivesse independente nas eleições presidenciais.
O governador é um político de centro-direita e não tem proximidade com o PT, nacionalmente nem no Espírito Santo.
Não à toa, o Partido dos Trabalhadores entregou os cargos de indicação política que ocupava no governo estadual pouco antes de Ricardo assumir o comando do Executivo. E lançou uma candidatura própria ao Palácio Anchieta, a do deputado federal Helder Salomão.
Certamente, não faria campanha para Lula, ainda que o MDB abraçasse o petista de corpo e alma.
Agora, pedir aos eleitores para votarem em Flávio seria um pouco demais, uma vez que o PL, no estado, está no palanque de Pazolini.
RICANARO
Não podemos nos surpreender, porém, se no meio da campanha surgir um movimento informal, espontâneo ou não, de voto BolsoCardo ou RicaNaro (ou FerraNaro? enfim).
Em 2022, Renato Casagrande (PSB), principal aliado de Ricardo, foi reeleito em meio à exaltação ao voto CasaNaro, embora o PL tivesse candidato próprio ao governo estadual, Carlos Manato.