Em 2023, a Câmara dos Deputados realizou 115 sessões plenárias, das quais participam todos os 513 parlamentares. Nessas ocasiões, os deputados devem debater e votar projetos, o que resulta, muitas vezes, em discursos para justificar os posicionamentos. Também há o momento dedicado aos oradores inscritos, quando surgem os mais variados assuntos.
Dos dez deputados federais do Espírito Santo na Casa, contudo, um não discursou nem uma vez em plenário durante todo o ano de 2023: Amaro Neto (Republicanos).
O site da Casa registra que Amaro participou de 302 votações nominais em plenário durante o ano passado. À coluna, Amaro já afirmou que vota, via de regra, seguindo a orientação do partido.
O Republicanos, desde setembro, tem um ministério no governo Lula (PT) — Silvio Costa Filho comanda a pasta de Portos e Aeroportos —, mas apenas parte dos deputados da legenda integra a base de apoio ao petista. Amaro se diz independente.
O parlamentar foi autor de 192 propostas legislativas, protocoladas em 2023, e relator de outras 24.
É verdade que a atuação parlamentar vai além de fazer discursos em plenário, como frisou o texto da nota enviada pela assessoria de imprensa de Amaro Neto à coluna nesta quarta-feira (10).
Mas o parlamento não tem esse nome à toa. A palavra vem do francês "parlement", que, por sua vez, é uma derivação da palavra "parler", "Parlar", falar.
Não se pode analisar a qualidade de um mandato apenas pelo número de discursos. A total ausência de pronunciamentos, entretanto, soa, no mínimo, estranho.
Um deputado campeão em quantidade de discursos também não quer dizer muita coisa, só que ele falou bastante, mas falou o quê?
O critério é mais subjetivo que objetivo. Tenha isso em mente ao conferir a tabela abaixo: