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Pleito municipal

O destino de Amaro Neto nas eleições de 2024

Deputado federal foi reeleito, ainda que com menos votos do que obteve em 2018, e mantém domicílio eleitoral na Serra

Publicado em 07 de Dezembro de 2022 às 02:10

Públicado em 

07 dez 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Amaro Neto
Amaro Neto em discurso na Câmara dos Deputados Crédito: Divulgação
O deputado federal Amaro Neto foi reeleito, mas perdeu capital político na comparação entre 2018 e 2022. Quatro anos atrás, ele foi a escolha de 181.813 eleitores. Há dois meses, recebeu 52.375 votos. Mas segue como um dos principais nomes do Republicanos no estado.
Em 2016, Amaro disputou a Prefeitura de Vitória. Luciano Rezende (PPS, sigla que mudou de nome para Cidadania), por pouco, foi o vencedor. Em 2020, o deputado ensaiou concorrer à Prefeitura da Serra, até transferiu o domicílio eleitoral para lá. Mas não esteve entre os candidatos.
Agora, é novamente especulado como um possível nome nas urnas da Serra no pleito de 2024. 
Seria uma estratégia do Republicanos para se garantir na Grande Vitória, caso não consiga manter a Prefeitura de Vitória, comandada por Lorenzo Pazolini.
É cedo. Embora até alguns correligionários do prefeito da Capital reclamem que ele se isolou nas eleições de 2022 ao não apoiar abertamente nem candidatos da própria legenda, à exceção de Erick Musso, que tentou o Senado, com a máquina na mão Pazolini pode se manter vivo.
Entre aliados de Amaro há quem especule também que o prefeito de Vitória pode deixar o Republicanos. Neste caso, o deputado federal seria candidato na Capital, contra o hoje colega de partido.
O parlamentar não recebeu endosso público de Pazolini este ano. Aliás, a votação de Amaro em Vitória minguou. 
A especulação aí, entretanto, já é demais. Difícil prever tantos movimentos.   
O fato é que o domicílio eleitoral do deputado federal permanece na Serra. 
Em 2022, ele recebeu 10.100 votos na cidade. A mais votada para Câmara foi a ex-deputada Sueli Vidigal (PDT), com 44.108. Ela não se elegeu.
Lá, o prefeito Sérgio Vidigal (PDT) pode tentar a reeleição, uma vez que governou a cidade por diversas vezes, mas não seria um novo mandato consecutivo.
Se o pedetista pendurar as chuteiras como candidato à prefeitura, não faltam outros nomes "raiz" para concorrer, como os deputados estaduais Vandinho Leite (PSDB), Bruno Lamas (PSB) e Xambinho (PSC), que são da Serra.
O ex-prefeito Audifax Barcelos (sem partido) já afirmou que não pretende disputar mais o Executivo municipal, o que não quer dizer que não apoiaria alguém.
Em 2020, ele esteve ao lado de Fábio Duarte (Rede), que foi ao segundo turno, mas Vidigal levou a melhor.
E SE?  
Se Amaro fosse eleito prefeito, quem assumiria a cadeira dele na Câmara seria o vereador de Vila Velha Devanir Ferreira, primeiro suplente do Republicanos.
Tanto Amaro quanto Devanir, que é secretário-geral do partido no estado, disseram que não há conversas na legenda sobre as eleições de 2024.
Isso, entretanto, não impede as especulações.
A coluna tentou contato com o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro, que não deu retorno até a publicação deste texto.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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