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Eleições 2022

O partido que tem dois pré-candidatos ao Senado no ES e pode ficar sem nenhum

O deputado federal Amaro Neto e o ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli estão no páreo, mas disputa pelo Palácio Anchieta pode interferir

Publicado em 14 de Dezembro de 2021 às 07:00

Públicado em 

14 dez 2021 às 07:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Deputado federal Amaro Neto e ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli
Deputado federal Amaro Neto e ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli Crédito: Câmara dos Deputados e Divulgação
Uma ausência sentida na entrevista coletiva concedida pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, e lideranças locais do partido, em Vitória, nesta segunda-feira (13), foi a do ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli.
De acordo com Pereira, Meneguelli gostaria de ter ido ao encontro, em um hotel da capital, mas estava em outro estado, ministrando uma palestra.
O ex-prefeito é cotado para disputar o Senado e não esconde esse desejo. O Republicanos, no entanto, tem também outro nome para a vaga, o do deputado federal Amaro Neto, o que foi explicitado pelo presidente nacional.
"Deixamos esses dois nomes para avaliação da sociedade capixaba", afirmou, nesta segunda.
Por mais de uma vez, entretanto, ele destacou que Amaro, se disputar a reeleição, poderia ainda levar mais um nome do partido para a Câmara dos Deputados, diante da expectativa de votos que pode alcançar, na avaliação da legenda.
"Se o partido desejar minha candidatura ao Senado, serei candidato ao Senado, se desejar a candidatura a deputado federal para a gente ter bancada ainda mais forte e maior, serei candidato a deputado federal", garantiu  o deputado.
Nesta segunda, houve o anúncio da pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (Republicanos), ao governo do Espírito Santo. Desconhecido por 85% dos capixabas, ele tem muito chão para percorrer para conseguir viabilizar o nome na urna.
Se obtiver sucesso, o Republicanos pode não lançar nem Amaro nem Menguelli ao Senado. Abrindo esse espaço para um partido aliado.
"Se vingar a candidatura do Erick, se crescer, ganhar musculatura e adesão de outros partidos, não dá para ter dois candidatos do Republicanos (um ao Senado e um ao governo). Apesar de eu ter visto o presidente (Marcos Pereira) falando que, dependendo da situação, há condição, sim, tudo vai ter que ser decidido mais à frente. E não estou focado em eleição agora", resumiu Amaro.
"É um pouco mais pesado (lançar candidaturas ao Senado e ao governo pelo Republicanos), mas não é impossível. Se os dois nomes forem competitivos, não há impedimento", contemporizou Marcos Pereira.
O presidente nacional do Republicanos ainda disse que há "preferência" por Amaro disputar a reeleição e não o Senado, o que deixaria o caminho livre par o ex-prefeito de Colatina.
"Tive uma conversa com ele (Meneguelli) por telefone há uma ou duas semanas e falei para ele que, se ele quiser ficar (no partido), terá condições de ser o candidato, num diálogo que vai ser feito. Até porque há uma preferência, e eu dise isso e Amaro não negou, que o Amaro mantenha-se candidato (a deputado federal) porque isso ajuda o partido". complementou Pereira.
Pelas contas dele, Amaro teria votos suficientes para se reeleger e ainda "puxar" outro candidato do partido à Câmara Federal.

"SAIR OU NÃO (DO PARTIDO) DEPENDE DELE"

"A informação que recebi hoje (segunda) da Executiva (estadual) do partido é que ele (Meneguelli) realmente tem preferência pelo Senado, não descartando ser candidato a deputado estadual. O que ele não quer e não aceita é ser candidato a federal", contou o presidente nacional do Republicanos.
A coluna não conseguiu contato com Meneguelli. Sobre a possível saída dele do partido, Marcos Pereira disse que isso é algo a ser definido apenas pelo ex-prefeito de Colatina.
"Sair ou não (do partido) é uma coisa que depende dele. Ninguém é obrigado a se filiar ou a manter-se filiado", asseverou.
Já Amaro diz que não tem conversado com Meneguelli. "Ele estaria aqui, mas teve outros compromissos porque, agora, faz palestras. Eu não tenho conversado porque nunca me coloquei candidato ao Senado. Ele também não se colocou. Em alguns momentos falar que gostaria de ser deputado estadual e outras, senador. A última vez que nós conversamos foi ainda no ano passado", relatou.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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