Assim, Muribeca conquistou 90.227 votos, ou 39,52%, remando contra essa maré. A campanha foi acirrada no segundo turno e o republicano deu trabalho ao pedetista, embora Weverson não tenha perdido em nenhum momento a posição de favorito.
Não se pode, portanto, dizer que o parlamentar saiu menor do pleito. O capital político dele aumentou.
De parlamentar histriônico, apenas "o deputado do chapéu", ele tornou-se um adversário temido.
Está fortalecido para as eleições de 2026, quando pode disputar a reeleição ou uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Em relação ao desempenho de Muribeca na eleição, bem, ele trouxe temas que estão de acordo com o slogan do Republicanos, "o verdadeiro partido conservador do Brasil", com pitadas de desinformação.
Fez declarações que beiram a homofobia, atacou o fato de o Partido dos Trabalhadores ter orientado voto em Weverson — a despeito de o Republicanos integrar o governo Lula (PT) — e promoveu uma espécie de "guerra santa" pelo apoio de pastores evangélicos.
Mas boa parte dos eleitores gostou desse discurso.
O deputado também explorou uma marca, além do chapéu, que é a fiscalização das unidades de saúde.
Criticou a situação da saúde pública na Serra e fez com que Weverson tivesse que apresentar propostas e fazer promessas.
Muribeca já avisou, no último domingo (27), após o resultado da eleição, que vai continuar "de forma implacável" com a atuação fiscalizadora "na saúde, na segurança e na educação".
Com mandato de deputado até 31 de janeiro de 2027, ele tem potencial para dar trabalho para Weverson como opositor e, a depender do desempenho do pedetista, voltar a enfrentá-lo nas urnas em 2028.
Ao que parece, o partido vai continuar apostando em Muribeca. "Contra tudo e contra todos, contra a máquina estadual e municipal, teve quase 40% dos votos! Nasce a maior liderança popular da Serra nos últimos tempos", publicou o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, nas redes sociais após o resultado do segundo turno.