Os escolhidos de Casagrande na reta final das eleições 2024
Declarações de apoio
Os escolhidos de Casagrande na reta final das eleições 2024
Governador decidiu declarar apoio a alguns candidatos a prefeito faltando poucos dias para a votação. Qual o impacto disso?
Publicado em 02 de Outubro de 2024 às 06:58
Públicado em
02 out 2024 às 06:58
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB)Crédito: Hélio Filho/Secom ES
Até agora, o governador Renato Casagrande (PSB) havia feito movimentos nada surpreendentes nas eleições de 2024. Apesar de ter afirmado que não iria escolher lado em municípios em que mais de um aliado disputasse a prefeitura, ele escolheu, sim, desde o início, em alguns casos. Apoia Arnaldinho Borgo (Podemos), em Vila Velha, Euclério Sampaio (MDB), em Cariacica, e Weverson Meireles (PDT), na Serra. Em todas essas cidades o PT, que integra a base aliada ao governo, também tem candidatos a prefeito.
Somente na reta final, faltando poucos dias para as eleições, porém, o governador decidiu se posicionar abertamente em Colatina. Lá, Casagrande tem dois aliados na corrida eleitoral, o ex-deputado estadual Renzo Vasconcelos (PSD) e o atual prefeito, Guerino Balestrassi (MDB).
Nesta terça-feira (1º) a poucos dias das eleições de domingo (6), o governador tomou partido. Está, oficialmente, com Guerino.
A disputa em Colatina está acirrada. O deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos), que pouco tempo atrás havia decidido não se posicionar, mudou de ideia e subiu no palanque de Renzo.
Se o parlamentar e o governador estão em lados opostos em Colatina, o mesmo não se pode dizer de Guarapari.
Na cidade saúde, o deputado estadual e candidato a prefeito Zé Preto (PP) já contava com apoios casagrandistas, como o também deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB), mas, nesta terça, o próprio Casagrande entrou na campanha, em vídeo publicado no Instagram de Zé Preto.
No vídeo, o socialista menciona Gedson Merízio (Podemos), ex-subsecretário estadual e vice na chapa do candidato do PP.
Até então, o governador não havia participado diretamente da eleição em Guarapari.
IMPACTO
O governo Casagrande é bem avaliado, ao menos nas principais cidades da Grande Vitória e do interior, onde foram realizadas pesquisas pelo Ipec, a pedido da Rede Gazeta.
Contar com o apoio do chefe do Executivo, portanto, não faz mal.
Mas também não é, automaticamente, algo decisivo.
Nas cidades em que Casagrande esteve ao lado do candidato a prefeito “desde sempre”, o impacto é maior, como em Vila Velha e Cariacica. Nesses casos, não se trata apenas de videos ou um discursos simpáticos e sim da máquina estadual trabalhando há tempos pela reeleição de Arnaldinho e Euclério.
Só que em municípios em que não há segundo turno (os que não têm mais de 200 mil eleitores), qualquer vantagem é vantagem.
Nesses locais, é possível ganhar a eleição por uma diferença mínima de votos. Claro, para isso é preciso que o candidato em questão seja um dos primeiros colocados entre os preferidos dos eleitores.
Além das cidades e candidatos aqui já citados, Casagrande declarou apoio a Lorena Vasques (PSB), em Cachoeiro de Itapemirim, a Dr. Abílio (União Brasil), em Castelo, e a Wanderson Bueno (Podemos), em Viana.
ENQUANTO ISSO…
Já na campanha eleitoral de Vitória, o governador não deu as caras mesmo.
Enquanto isso, em tese, Casagrande apoia, ao mesmo tempo, João Coser (PT) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB).
Na prática, ele não está no palanque de nenhum dos dois.
O secretariado estadual em peso escolheu Luiz Paulo. O vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) apareceu na propaganda de TV do tucano, dizendo que ele, Ricardo, e Casagrande estão no palanque do candidato do PSDB.
Mas falar por intermédio de outra pessoa não conta como participação direta na campanha.
O fato é que tudo que Casagrande e seu grupo político não querem é a vitória, ou uma vitória acachapante, do atual prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.