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Eleições 2026

Ricardo Ferraço nega rumores e garante que fica no MDB

Vice-governador é um potencial candidato ao Palácio Anchieta. A mudança de partido é especulada nos bastidores, por motivos ligados à política nacional, e abalaria o tabuleiro político local. Mas Ricardo rechaça a tese: "Absolutamente não"

Publicado em 02 de Abril de 2025 às 03:25

Públicado em 

02 abr 2025 às 03:25
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Ricardo Ferraço, Vice-Governador do ES
Ricardo Ferraço, vice-governador do Espírito Santo Crédito: Ricardo Medeiros
A coluna ouviu de mais de uma pessoa que o vice-governador Ricardo Ferraço, possível candidato ao governo do Espírito Santo, estaria de malas prontas para sair do MDB, partido que ele preside no estado. O motivo seria a eventual parceria entre os emedebistas e o PT do presidente Lula em 2026. Ricardo, um político de centro-direita, não integraria o palanque do petista.
O MDB, entretanto, nem decidiu se vai mesmo caminhar com Lula no ano que vem e, de qualquer forma, a direção nacional da legenda deixaria as lideranças estaduais livres para se posicionar. Ricardo não seria automaticamente vinculado à campanha de Lula e vice-versa. O vice-governador não pretende sair do MDB.
O próprio Ricardo garantiu isso à coluna, na última segunda-feira (31): "Absolutamente não. Sou presidente (estadual) do MDB. Estamos organizando o partido para que possa participar ativamente das eleições majoritárias e proporcionais no Espírito Santo. Isso (o rumor sobre a desfiliação) não tem nenhuma veracidade".
A coluna não mencionou essa possibilidade anteriormente e, em tese, nem haveria necessidade de registrar a negativa. 
Mas, como o primeiro parágrafo deste texto explicita, há atores políticos acreditando, ou apostando, na saída de Ricardo do MDB, o que abalaria o tabuleiro político-eleitoral capixaba.
Considero relevante, portanto, assinalar que isso não está nos planos do vice-governador. Já há emoções o suficiente neste período pré-eleitoral antecipado.
Ricardo ressaltou, inclusive, que tem apoio do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para disputar o Palácio Anchieta. 
Quanto à corrida pela presidência da República, o vice-governador contou que a tendência é que o partido libere os filiados para aderirem ao candidato de sua preferência, ou seja, que não haja coligação entre MDB e PT, nacionalmente.
O partido tem ministérios no governo federal, mas outras siglas, inclusive de centro-direita, também ocupam espaços na Esplanada dos Ministérios. Ainda assim, essas legendas abrigam até opositores de Lula.
"O União Brasil está no governo Lula, o PP está no governo Lula, o Republicanos está no governo Lula", lembrou Ricardo Ferraço.
O Republicanos é o partido do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, potencial adversário de Ricardo na disputa pelo governo estadual.
O PSD, ao qual o ex-governador Paulo Hartung vai se filiar em maio, também integra a gestão petista. 
Assim, em termos de laços formais com o governo Lula, não há muita gente que possa apontar o dedo para os coleguinhas ou concorrentes. 
Claro que uma eventual coligação entre MDB e PT teria mais repercussão que apenas a participação da sigla no governo federal, pelos efeitos eleitorais práticos da aliança. 
Mesmo que isso ocorresse, entretanto, é improvável que Ricardo fosse obrigado a fazer campanha para Lula ou que realmente se imbuísse na missão.
Basta lembrar que nem Casagrande, um homem de centro-esquerda e historicamente ligado ao PSB, atuou como cabo eleitoral do petista em 2022. E olha que o PSB formava chapa com Lula, com o vice Geraldo Alckmin.
O eleitorado do Espírito Santo, como os pleitos de 2018 e 2022 revelaram, é majoritariamente bolsonarista, ou antipetista, na hora de decidir quem vai ocupar a Presidência da República. 
A estratégia, informal, que triunfou em 2022 foi o voto CasaNaro.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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