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Escolha de Lula

Secretária da Mulher do ES comemora indicação de Flávio Dino ao STF

Se o ministro da Justiça de Lula for aprovado pelo Senado, Corte vai ser composta por dez homens e apenas uma mulher. Apesar da celebração, Jacqueline Moraes diz que "torceu muito" para que o presidente escolhesse uma mulher para o cargo

Publicado em 29 de Novembro de 2023 às 02:15

Públicado em 

29 nov 2023 às 02:15
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Jacqueline Moraes, secretária de Estado de Políticas para as Mulheres
Jacqueline Moraes, secretária de Estado de Políticas para as Mulheres Crédito: Secom-ES/Divulgação
Com a aposentadoria da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber, coube ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), indicar um nome para ocupar a cadeira deixada por ela na Corte. Com a saída de Weber, o STF passou a contar com apenas uma mulher, a ministra Cármen Lúcia. O Supremo é composto, ao todo, por 11 integrantes.
Lula já havia indicado um homem, seu então advogado, Cristiano Zanin, para a vaga de Ricardo Lewandowski, em junho. E agora, mais uma vez, o presidente não escolheu uma mulher para a Suprema Corte. Cármen Lúcia vai permanecer lá sozinha, uma vez que o petista indicou o atual ministro da Justiça, Flávio Dino, para o posto.
O Senado ainda tem que aprovar o nome de Dino para que ele assuma o cargo. Enquanto isso, a secretária estadual das Mulheres do governo Renato Casagrande (PSB), Jacqueline Moraes, comemorou a escolha de Lula:
Em publicação no X (ex-Twitter), Jacqueline Moraes celebra indicação de Flávio Dino ao STF
Em publicação no X (ex-Twitter), Jacqueline Moraes celebra indicação de Flávio Dino ao STF Crédito: Reprodução/@JaquelineMoraes_es
Dino tem estofo para ser ministro do Supremo. Foi juiz federal, de 1994 até 2006, e tem uma formação jurídica sólida. 
Há diversas mulheres, entretanto, com os mesmos predicados.
Lula optou por Dino por uma questão política. Com uma tacada só, tira de cena um possível rival do PT e, talvez, do próprio Lula, nas eleições de 2026 e atende a um pleito de ministros do STF que estão descontentes com o fato de parlamentares governistas terem votado a favor, no Senado, de alterações nas prerrogativas de ministros da Corte. 
Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes torciam por Dino.
Mas e quanto à cena da subida da rampa do Palácio do Planalto, no dia 1º de janeiro, quando Lula chamou para si, simbólica e  politicamente, a responsabilidade de trabalhar pela diversidade?
Questionada pela coluna se o presidente não deveria ter indicado uma mulher para integrar o STF, Jacqueline Moraes afirmou que torceu muito por isso. "Agora, há de convir, que é um ato discricionário do presidente", pontuou a secretária.
"Teve um grande movimento na direção de ser uma mulher, isso deveria ter acontecido"
Jacqueline Moraes (PSB) - Secretária estadual das Mulheres
"Mas como eu disse, é um ato discricionário do presidente, e ele indicou, ou seja, está consolidada a indicação do Flávio Dino, um correligionário meu do PSB, um senador do meu partido, um democrata, uma pessoa com ética, com um notório saber jurídico e esse foi o motivo da minha comemoração", justificou Jacqueline Moraes.
Dino foi filiado ao PCdoB por 15 anos, inclusive no período em que governou o Maranhão, com uma gestão bem avaliada.
Em 2021, ele saiu do partido e passou aos quadros do PSB. No ano seguinte, elegeu-se senador, mas licenciou-se do mandato para assumir o Ministério da Justiça em 2023.
DO VAL NA SABATINA
Como já mencionado, para virar ministro do Supremo, Dino precisa da aprovação do Senado. Ele vai ser submetido a uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. 
Um capixaba, Marcos do Val (Podemos), faz parte do colegiado. Do Val é um crítico contumaz de Dino.
Os governistas, contudo, apostam que, após alguns percalços, o Senado vai dar o aval à escolha do presidente da República. 
Outro senador capixaba, Fabiano Contarato, que é líder do PT na Casa, diz confiar plenamente na aprovação de Dino. 

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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