Na ponta do lápis, Magno tem 29%, Rose, 22% e Carone (Agir), 5% das intenções estimuladas de voto.
A rigor, não se pode comparar as duas sondagens. Em maio, eram outros os candidatos. Meneguelli foi substituído pelo presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, do mesmo partido; Coronel Ramalho (Podemos) e Da Vitória (PP) não foram oficializados como candidatos ao Senado e novos nomes surgiram, como Carone e Nelson Junior (Avante).
Ele é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e a campanha do ex-senador é, basicamente, calcada em valores do bolsonarismo. O eleitor conservador também poderia optar por Meneguelli, assim como é o público alvo de Erick Musso.
O presidente da Assembleia, contudo, apesar da pré-campanha ao governo do estado – que era o plano A – não deslanchou.
Foi apontado por 4% dos entrevistados, empatado tecnicamente com Carone, que teve bem menos visibilidade nos últimos meses.
Mas esse é um retrato de agora, com entrevistas feitas entre os dias 14 e 16 de agosto.
Até o dia 2 de outubro, apesar do hiato de pouco mais de 40 dias, muita coisa pode mudar.
O voto para o Senado é, tradicionalmente, definido aos 45 do segundo tempo.
Um indício é que, na mesma pesquisa Ipec divulgada nesta quarta-feira (17), no recorte espontâneo – quando os nomes dos candidatos não são previamente informados aos entrevistados – 72% disseram não saber em quem votar.
"Com o horário eleitoral isso deve mudar, as pessoas passam a ter conhecimento sobre os candidatos", lembra a CEO do Ipec, Márcia Cavallari.
A propaganda no rádio e na TV começa no próximo dia 26.
E por falar em definição na última hora, basta lembrar da eleição de 2018. As pesquisas eram lideradas, incialmente, por Magno e Ricardo Ferraço (PSDB).
Os dois, no fim das contas, perderam as cadeiras no Senado para Fabiano Contarato (então filiado à Rede) e Marcos do Val (eleito pelo Cidadania).
Agora, apenas uma vaga está em disputa.
AS ESTRATÉGIAS EM CURSO
Rose de Freitas conta com a força dos prefeitos, principalmente os do interior do estado, e com apoiadores do governador Renato Casagrande (PSB), a quem a parlamentar se aliou. Ela também deve ter um bom tempo no horário eleitoral.
A senadora, sem citar nomes de adversários, já se disse disposta a não deixar um certo alguém "voltar pra lá", para o Senado. E alertou quanto a ameaças à democracia.
Magno, por sua vez, apela, como o presidente da República, para "a luta do bem contra o mal", com um discurso praticamente teocrático. O ex-senador não conseguiu formar uma ampla aliança. Tem apenas o PTB na coligação.
É forte, entretanto, nas redes sociais, onde associa frequentemente sua imagem à de Bolsonaro e brada palavras de ordem contra "a esquerda", que tanto apoiou anos atrás.
Erick Musso, por sua vez, tem como estratégia se apresentar como "o novo", embora seja experimentado na política – está à frente da Assembleia há três biênios – e esteja aliado a forças conservadoras, como o próprio Republicanos
Ele tem 35 anos, a idade mínima para concorrer a uma cadeira de senador. E pode colher frutos da ausência de Ramalho na corrida, uma vez que o coronel poderia adotar o mesmo discurso de novidade.
Nelson Junior apareceu na mais recente pesquisa Ipec com apenas 1% das intenções estimuladas de voto. Mas já é visto como ameaça por aliados de Magno.
Nelson Junior também é pastor, conservador e uma espécie de popstar nas redes sociais. Vai ter pouco tempo de propaganda na TV. Está isolado, apenas com o Avante, mas tem potencial para tirar votos de Magno, pelo menos é o que Malafaia acha.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.