Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Governo Casagrande

"Só deixo o mandato por secretaria que tiver entrega", diz Gilson Daniel

Deputado federal eleito, presidente estadual do Podemos também diz ter compromisso com coronel Ramalho. Se Gilson compuser o governo Casagrande, o militar assume uma cadeira na Câmara

Publicado em 08 de Dezembro de 2022 às 08:37

Públicado em 

08 dez 2022 às 08:37
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

Prefeito de Viana entre 2013-2020
Gilson Daniel (Podemos) Crédito: Reprodução/Redes Sociais
O deputado federal eleito Gilson Daniel (Podemos) é um aliado de primeira hora do governador Renato Casagrande (PSB). Foi secretário de Governo e de Planejamento. Deixou o primeiro escalão apenas para disputar as eleições de 2022. E pode voltar à equipe em janeiro. Mas isso não seria tão simples.
A disputa de outubro foi dura. Muita gente duvidou que o Podemos emplacaria dois nomes na Câmara dos Deputados, como Gilson, presidente estadual do partido, apregoava. Mas conseguiu. Não apenas ele, como o vice-prefeito de Vila Velha, Victor Linhalis, chegaram lá.
O coronel Ramalho, ex-secretário de Segurança Pública e também filiado ao Podemos, entretanto, foi rifado. Não concorreu ao Senado, teve que "descer" para a disputa a deputado federal. Não foi eleito.
Agora, Gilson Daniel diz que tem um compromisso com o militar. "Ou ele vai para o mandato, ou para uma secretaria ou para o meu gabinete", afirmou o presidente estadual do Podemos. "E a preferência dele é ir para Brasília", complementou.
Ir "para o mandato" significaria Ramalho substituir Gilson Daniel no Congresso Nacional. O coronel é o suplente. Bastaria que o eleito se licenciasse da cadeira para voltar ao governo Casagrande. Isso se o governador o convidasse, evidentemente.
As pastas de Planejamento e Governo, outrora comandadas por Gilson, já têm titulares definidos. A partir de janeiro, quando começa a nova gestão do socialista, Álvaro Duboc e Emanuela Pedroso, respectivamente, vão chefiar essas secretarias.
Pedroso, aliás, é filiada ao Podemos e muito próxima a Gilson Daniel. "Ela trabalhou comigo na prefeitura (de Viana) e na Amunes (Associação dos Municípios do Espírito Santo), mas foi uma escolha do governador, não uma indicação do partido", frisou o presidente estadual da legenda.
De qualquer forma, Gilson não gostaria de ser secretário de Planejamento ou de Governo novamente. Tem outras duas secretarias nas quais ele está de olho:
"Eu só deixaria o mandato por uma secretaria que tivesse entrega para a sociedade. Só tem duas, Sedurb (Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano) e Seag (Secretaria de Estado da Agricultura)".
A Sedurb hoje está com o PP, outro grande aliado de Casagrande. O presidente estadual dos progressistas, Marcus Vicente, é o secretário da pasta.
A Seag vai ficar sob o guarda-chuva do supersecretário Ricardo Ferraço (PSDB). Vice-governador eleito, ele vai ser o titular da pasta de Desenvolvimento, mas coordenará também a Agricultura e o Meio Ambiente.
Ricardo tem sido ouvido pelo governador para a escolha do secretariado. 
Questionado pela coluna se falou com o vice eleito sobre a Seag, Gilson deixou por menos. Frisou ser amigo do tucano. "Mas não conversei com Ricardo (sobre isso). Minha conversa é com o governador". 
"TEM QUE OLHAR QUEM CHEGOU PRIMEIRO"
O Podemos elegeu dois deputados federais e três estaduais. A bancada na Assembleia vai aumentar com a incorporação do PSC ao partido. Xambinho, reeleito deputado estadual pelo Partido Social Cristão, vai se juntar à bancada.
Um aliado do governador consultado pela coluna afirmou que o critério para a ocupação de secretarias no governo não é apenas o resultado eleitoral e sim "a lealdade". E quanto a isso, o Podemos também marca pontos.
"A medição principal não é pela quantidade de pessoas eleitas, a medida principal é a lealdade. O PP é um partido muito leal ao governador, assim como o Podemos. São partidos privilegiados na conversa com o governador", avaliou o aliado, que tem trânsito livre no gabinete do socialista.
Gilson Daniel tem o mesmo discurso; "Tem um grupo de partidos que acreditou na reeleição do governador desde o inicio, PP. PT, Podemos. Tem que olhar quem chegou primeiro".
"O Podemos 100% esteve com Casagrande. Tem partido que metade ficou com Casagrande e metade ficou com o adversário. Isso tem que ter valor e o histórico do governador é esse (de reconhecer a lealdade dos aliados)", complementou o deputado federal eleito.
Para ele, uma secretaria está de bom tamanho para o partido, desde que seja "uma que faz entregas para a sociedade", voltou a ressaltar.
E EM BRASÍLIA?
Se a escolha do governador foi diversa do intento de Gilson Daniel, o deputado federal eleito diz que, em Brasília, vai fazer um mandato voltado aos municípios. "Minha bandeira é municipalista, meu mandato vai ser focado no apoio aos municípios", adiantou.
Já se Ramalho virar deputado, a principal pauta, certamente, vai ser a Segurança Pública.
Tanto Ramalho quanto Gilson optaram pelo voto CasaNaro, ou BolsoGrande, no segundo turno. Ou seja, na disputa pela Presidência da República, estiveram ao lado de Jair Bolsonaro (PL), embora Casagrande tenha declarado apoio a Lula (PT).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fernando Tatagiba
Parte 2: para o aniversário de morte de Fernando Tatagiba
Presídio
Quanto custa manter cada preso do sistema carcerário do ES
Imagem de destaque
Livro conta a história dos bairros de Vila Velha desde o século XVI

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados