Arnaldinho integrava o grupo do governador Renato Casagrande (PSB), do qual Hoffmann é um dos principais interlocutores, mas mudou de lado. Agora, está junto com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), adversário dos casagrandistas.
Na ocasião, o secretário de Saúde avaliou que Arnaldinho não havia declarado apoio a Pazolini de forma explícita. Agora, porém, o prefeito canela-verde já deixou claro que, se não disputar o governo, vai endossar o colega da Capital na corrida.
O pré-candidato ao Palácio Anchieta apoiado por Casagrande é o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB).
A coluna, então, questionou Hoffmann sobre como ele classifica Arnaldinho no atual cenário. A resposta:
"Não me cabe julgar as pessoas. Eu falei naquele momento porque tinha um contexto de busca de diálogo, né? Hoje eu acho que as coisas vão se consolidando numa direção e a sociedade capixaba vai julgar corretamente quem está do lado certo dessa história", completou Hoffmann, na última sexta-feira (6).
No último dia 18, o prefeito canela-verde
confirmou à coluna que é pré-candidato ao Palácio, ou seja, está disposto a concorrer diretamente contra Ricardo. E também não descarta concorrer ao Senado, opção em que apoiaria Pazolini para o comando do Executivo estadual.
O PSDB, partido presidido pelo prefeito de Vila Velha no Espírito Santo, coligaria com o PSB de Casagrande, com o MDB de Ricardo e outras siglas governistas. Agora, está no palanque do prefeito de Vitória.
Outra questão é que o governador é pré-candidato ao Senado. Arnaldinho afirmou mais de uma vez que apoiaria o socialista na corrida pelo posto. Nem parece haver clima para tal.
Nos bastidores, aliados de Ricardo e Casagrande evitam falar do antigo aliado, numa tentativa de minimizar o impacto da deserção.
Tyago Hoffmann só tratou do assunto porque foi abordado diretamente pela coluna durante visita do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Colatina.
O prefeito tentou, durante meses, ser o pré-candidato ao Palácio escolhido por Casagrande e pelos principais aliados do chefe do Executivo estadual, mas foi preterido por Ricardo.
A aproximação com Pazolini deu-se depois que o apoio do governador ao vice foi declarado publicamente.