Um problema para os candidatos apoiados por Bolsonaro
Eleições 2022
Um problema para os candidatos apoiados por Bolsonaro
No ES, Manato e Magno Malta são mais identificados com o presidente. Em recorte feito no país, apenas 6 de 33 nomes endossados por Bolsonaro lideram disputas
Publicado em 27 de Setembro de 2022 às 02:10
Públicado em
27 set 2022 às 02:10
Colunista
Letícia Gonçalves
lgoncalves@redegazeta.com.br
Presidente Jair Bolsonaro discursou na Praça do Papa, em Vitória, em julho. Junto com ele, estavam Magno Malta e Carlos ManatoCrédito: Carlos Alberto Silva
Já na rejeição, Manato lidera. Entre os entrevistados, 26% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. O governador Renato Casagrande (PSB), candidato à reeleição, foi rejeitado por 22%.
Se as eleições fossem realizadas na data da pesquisa, que foi às ruas entre os dias 19 e 21 de setembro, Casagrande seria eleito no primeiro turno, com 61% dos votos válidos.
De acordo com a apuração de O Globo, aliados e integrantes da campanha do presidente admitem que a avalanche bolsonarista que dominou as eleições de 2018 no país não deve se repetir. Isso devido ao desgaste do governo e à alta taxa de rejeição de Bolsonaro, que afetam seus aliados.
Acrescento aqui que a lógica nacional pode não estar, na cabeça do eleitor, tão atrelada à estadual. Em 2020, na eleição municipal, não se viu um fenômeno bolsonarista nas prefeituras. O deputado estadual Capitão Assumção (Patriota), que imita a retórica do presidente da República, por exemplo, tentou comandar a Prefeitura de Vitória e amargou o quarto lugar, teve 7,22% dos votos válidos.
Em 2018, no Espírito Santo, Manato e Magno foram candidatos aos mesmos cargos que disputam agora.
O ex-deputado não fez feio, considerando que a candidatura foi meio improvisada. Ficou em segundo lugar, com 27,22% dos votos válidos, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.
Magno, por sua vez, inicialmente liderava as pesquisas, mas na reta final o jogo virou. Imbuídos por um espírito de renovação, os eleitores decidiram tirar a cadeira dele e a do então senador Ricardo Ferraço (PSDB) e eleger dois estreantes nas urnas: Fabiano Contarato (então filiado à Rede) e Marcos do Val (na época, no Cidadania).
O voto para o Senado é decidido mais em cima da hora mesmo. O Ipec apontou que, na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são informados aos entrevistados, o percentual de indecisos chegou a 57%. A dez dias do pleito.
Outros candidatos bolsonaristas também estão no páreo, embora não contem com o endosso público do presidente. Guerino Zanon (PSD) e Claudio Paiva (PRTB), que concorrem ao Palácio Anchieta, declararam voto no presidente.
Guerino apareceu com 7% das intenções estimuladas de voto; Paiva não atingiu nem 1% das menções.
Para o Senado, não há segundo turno e apenas uma vaga está em jogo.
OS SEIS BOLSONARISTAS QUE LIDERAM NO PAÍS
Candidatos ao governo:
Wilson Lima (União Brasil), no Amazonas
Ratinho Jr (PSD), no Paraná
Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro
Antônio Denarium (PP), em Roraima
Candidatos ao Senado:
Tereza Cristina (PP), no Mato Grosso do Sul
Dr. Hiran (PP), em Roraima
O DINHEIRO
Pela lista, somente um candidato do PL, partido do presidente, está à frente no páreo, Cláudio Castro. A sigla destinou R$ 6 milhões do fundo eleitoral para a campanha dele. O União Brasil aportou mais R$ 3,5 milhões e o Republicanos, R$ 3 milhões.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.