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Eleições 2026

Vidigal apoia Ricardo, mas diz que pode ser "convencido" a disputar o governo do ES

Ex-prefeito da Serra vai assumir no próximo dia 12 o comando da Secretaria Estadual de Desenvolvimento. Nesta terça (4), outro pedetista perdeu o lugar no primeiro escalão do governo Casagrande

Publicado em 04 de Fevereiro de 2025 às 18:32

Públicado em 

04 fev 2025 às 18:32
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O prefeito da Serra, Sérgio Vidigal
O então prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, em 2024 Crédito: Samuel Chahoud/Divulgação
O ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal (PDT) vai assumir a Secretaria de Desenvolvimento do governo Renato Casagrande (PSB) no próximo dia 12. O pedetista vai substituir o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), que até então acumula o comando da pasta.
Ricardo é a principal aposta dos casagrandistas para disputar o Palácio Anchieta em 2026. Vidigal, por sua vez, está em stand-by, ao lado de outros nomes, como os prefeitos Arnaldinho Borgo (Podemos), de Vila Velha, e Euclério Sampaio (MDB), de Cariacica. A lista é composta ainda pelos deputados federais Da Vitória (PP) e Gilson Daniel (Podemos).
Em entrevista à coluna nesta terça-feira (4), Vidigal afirmou que não mudou o plano de não disputar as eleições do ano que vem, mas, como o fato de ter aceitado o convite para ser secretário estadual denota, na prática, não é bem assim.
Correligionários do pedetista avaliam que, se não for candidato a governador, Vidigal poderia ser vice na chapa encabeçada por Ricardo Ferraço ou disputar uma cadeira no Senado no ano que vem.
Essas possibilidades, porém, foram praticamente descartadas pelo ex-prefeito.
"Nosso candidato é o Ricardo. Não penso em nada disso (vice ou Senado)", afirmou à coluna, para, em seguida, completar com a parte mais relevante:
"A única coisa que eu tenho capacidade de ser convencido é de ser candidato ao governo, só. Mas como candidato do projeto, de todos os aliados do governo. Hoje, o candidato é Ricardo Ferraço"
Sérgio Vidigal (PDT) - Ex-prefeito da Serra
O vice-governador tem se movimentado para se viabilizar, ou seja, marcar pontos suficientes em pesquisas de intenção de voto.
Ao aceitar comandar a Sedes, Vidigal também se coloca em uma posição de mais destaque do que teria se ficasse na planície, sem cargo público.
Para emplacar como candidato, ele teria que contar com o endosso, inclusive, do próprio Ricardo Ferraço.
Embora apoie a iniciativa de Casagrande e Ricardo de fortalecer o vice-governador para 2026, o ex-prefeito da Serra coloca-se à disposição. Afinal, nunca se sabe.
O PDT NO GOVERNO
O vice-governador já se disse pronto tanto para disputar o Palácio Anchieta quanto para pedir votos para outro aliado, caso seja essa a escolha do grupo político ao qual pertence.
A ida de Vidigal para o governo foi anunciada no dia 20 de janeiro. Antes de a nomeação ser publicada, contudo, outra mudança no primeiro escalão foi anunciada pelo governador.
Philipe Lemos (PDT) vai dar lugar ao ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim Victor Coelho (PSB). O socialista vai assumir a Secretaria Estadual de Turismo, pasta que era chefiada por Philipe.
Se o comando da Setur permanecesse inalterado, o PDT teria duas secretarias no governo estadual.
Vidigal, entretanto, diz que a saída de Philipe Lemos nada tem a ver com a geopolítica partidária.
"Minha ida para o governo não tem a ver com cota do PDT. Eu nem iria, ficaria constrangido de ocupar cota partidária", afirmou Vidigal à coluna.
Philipe Lemos, entretanto, era cota partidária.
"A saída do Philipe não tem nada a ver com a minha entrada, essa pauta nem foi discutida comigo, eu nem tinha conhecimento", asseverou o ex-prefeito da Serra.
Logo após anunciar, nesta terça, a mudança na Setur, Casagrande sinalizou que a alteração se deve mais a uma realocação de forças políticas após as eleições de 2024, pensando também, claro, em 2026, do que a um esforço para equilibrar as siglas aliadas no primeiro escalão.
Aliás, se fosse por isso, haveria ruído matemática e politicamente falando. Com Victor Coelho, já são oito os filiados ao PSB com postos no primeiro escalão.
"É natural, terminou o mandato dos prefeitos, a gente precisa fazer debates sobre projetos políticos que fortaleçam o governo do estado. Agradeço muito ao Philipe Lemos, que colaborou, contribuiu, e estamos discutindo com ele outros projetos no governo", afirmou Casagrande, em entrevista coletiva, ao ser questionado pela coluna.
COMPARAÇÃO COM VITÓRIA
Voltando ao assunto Sérgio Vidigal, o ex-prefeito da Serra recentemente comparou o desempenho da cidade com o de Vitória, comandada pelo prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), que é adversário dos casagrandistas.
No último dia 29, durante solenidade de assinatura da ordem de serviço para a construção do contorno de São Domingos, na Serra, o pedetista destacou, ao discursar, que "a Serra superou Vitória em economia e vamos superar em muitos outros aspectos". Alfinetou que a Capital "nem UPA (Unidade de Pronto-atendimento) tem e a Serra tem quatro" e que "não adianta fazer só festa".
"Não falei sobre ele (Pazolini) e sim comparando a Serra com Vitória. Não é nada contra ele", frisou Vidigal, à coluna.
"O cenário da Serra é de receita menor e população maior, mas com resultados positivos, temos R$ 600 milhões a menos que a Capital", continuou, na entrevista.
Pazolini já se articula para disputar o Palácio Anchieta. O prefeito da Capital tem percorrido cidades do interior.
Aliados de Vidigal consideram legítima a pretensão do republicano, mas lembram que justamente no interior a força política de Casagrande é relevante, dada a adesão dos prefeitos ao projeto político do governador.
Pedetistas, ou vidigalistas, já sonham com o projeto Vidigal 2026.
MOVIMENTAÇÕES
Sobre as movimentações desde já pensando no ano que vem, o próprio Vidigal despistou:
"Vou fazer movimentação partidária porque o PDT precisa ter chapas de candidatos a deputado estadual e federal e já me comprometi a ajudar nisso, a montar as chapas. Mas movimento como candidato não vou fazer".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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