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Futuro

A queda da Selic e o mercado imobiliário: o que esperar?

O  Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano

Publicado em 23 de Outubro de 2023 às 01:58

Públicado em 

23 out 2023 às 01:58
Mercado Imobiliário

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Mercado Imobiliário

hubimobi@redegazeta.com.br

A queda da Selic e o mercado imobiliário: o que esperar?
Com a redução dos juros do crédito imobiliário, o mercado se aquece e, com isso, os imóveis voltam a se valorizar de forma mais intensa Crédito: Shutterstock
*Eduardo Fontes
Temos acompanhado ao longo deste ano a expectativa sobre a queda da Selic. No mês passado (setembro), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano. O corte de 0,5 ponto é o segundo seguido anunciado pelo órgão. Mas o que isso significa para o mercado imobiliário?
Antes de discorremos sobre a resposta a esta pergunta, a expectativa é que a Selic termine ao final de 2023 em 11,75% ao ano e que ao final de 2024 a taxa chegue a 9% ao ano. Esta estimativa é do próprio Boletim Focus divulgado pelo Banco Central.
Dando início a possíveis respostas sobre a pergunta acima, juros mais baixos significam crédito imobiliário mais barato tanto para o adquirente final de um imóvel quanto para quem produz estes imóveis (loteadores, incorporadores, construtores e demais segmentos ligados à construção civil).
Grande parte dos adquirentes de imóveis hoje o fazem realizando como parte de pagamento com financiamento bancário. A queda dos juros permite que mais pessoas tenham acesso ao crédito, as parcelas dos imóveis ficam mais baratas e o volume de crédito do tomador do financiamento fica maior do que com juros mais altos.
Estudo realizado pela Abrainc demonstra que a cada 1% de redução na taxa de juros do crédito imobiliário, aumenta-se a demanda por mais 1 milhão de novas habitações. Com a redução dos juros do crédito imobiliário, o mercado se aquece e, com isso, os imóveis voltam a se valorizar de forma mais intensa.
Aqui no Espírito Santo temos visto notícias de que a capital e o município de Vila Velha estão entre as cidades com maior valorização imobiliária nos últimos tempos. 
Isto deve continuar. As dificuldades em encontrar novas áreas para desenvolvimento imobiliário, as restrições dos planos diretores e a burocracia encontrada em alguns municípios para a aprovação de novos projetos e novos licenciamentos ainda potencializam esta valorização. Se o volume de imóveis em produção for menor que o volume de vendas, a valorização é certa. 
Outro ponto relevante sobre a queda da Selic é que as aplicações financeiras seguem diminuindo suas rentabilidades fazendo com que investidores busquem novas alternativas de investimento. Vimos no passado recente que muitos voltam com bastante fôlego para o mercado imobiliário. Portanto novos lançamentos, novos produtos e um aquecimento maior podem estar por vir.
Bom, para quem está esperando por uma oportunidade, achando que os preços irão se manter ou mesmo diminuir, acho melhor uma reflexão. O momento merece uma atenção especial e sugiro que aqueles que desejam fazer um melhor negócio que o melhor é se anteciparem ao cenário que está por vir. 
*Eduardo Fontes é presidente da Ademi-ES
A queda da Selic e o mercado imobiliário: o que esperar?
Eduardo Fontes: "A queda dos juros permite que mais pessoas tenham acesso ao crédito" Crédito: Divulgação

Mercado Imobiliário

Analises semanais do setor de imoveis com especialistas da Associacao das Empresas do Mercado Imobiliario (Ademi-ES), Conselho Regional de Corretores de Imoveis (Creci-ES) e Sindicato Patronal de Condominios (Sipces).

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